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Campanha Salarial 2026

Funcionários cobram do BB valorização e melhores condições de trabalho

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Remuneração, Plano de Carreira e Remuneração (PCR), Plano de Funções e condições de trabalho foram os principais temas da quarta rodada de negociação específica entre a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) e a direção do Banco do Brasil, realizada nesta sexta-feira (31/7), em São Paulo.

A reunião começou com o debate sobre a valorização da carreira dos trabalhadores. A representação dos funcionários defendeu o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, a revisão dos critérios de progressão funcional, a valorização da carreira por mérito e a atualização dos vencimentos, de forma a ampliar o reconhecimento profissional e oferecer perspectivas concretas de crescimento.

Durante a negociação, o Banco do Brasil apresentou um panorama da estrutura de cargos, funções e salários em todo o país. Em seguida, a CEBB cobrou mudanças no Plano de Funções, entre elas o reajuste dos adicionais de função, maior transparência sobre as atribuições e metas de cada cargo, o pagamento integral das substituições desde o primeiro dia de exercício e o fim da chamada lateralidade, mecanismo que, segundo a representação sindical, contribui para o acúmulo de atividades sem a devida remuneração.

Outro ponto defendido foi a incorporação integral no Valor de Referência (VR) das comissões/gratificações após dez anos de exercício, conforme previsto na minuta de reivindicações da categoria. A comissão também reforçou que qualquer alteração no Plano de Funções deve ser negociada previamente com a representação dos trabalhadores.

Outros temas

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A ampliação do teletrabalho também esteve na pauta. A CEBB reivindicou a ampliação da modalidade, tanto para que mais funcionários possam aderir ao modelo quanto para aumentar o número de dias de trabalho remoto daqueles que já participam do programa.

A situação da rede de atendimento foi outro tema de destaque. Os representantes dos trabalhadores alertaram que as agências enfrentam um cenário de sobrecarga, resultado da redução do quadro de pessoal e do aumento das demandas, tornando urgente a adoção de medidas que reforcem as equipes e melhorem as condições de trabalho.

A representação dos funcionários destacou ainda a necessidade de equiparar a remuneração do BB à praticada por outros bancos públicos federais, garantindo assim salários compatíveis com o seu papel estratégico para o país.

A comissão também cobrou a valorização de cargos específicos, como os atendentes da Central de Relacionamento Banco do Brasil (CRBB) e os assistentes da Diretoria de Operações (Diope) e dos Centros de Suporte (Cesup). Outro pleito apresentado foi a efetivação como assistentes de todos os trabalhadores que exercem, de forma permanente, as atividades de caixa, garantindo o devido reconhecimento das atribuições desempenhadas e a correspondente valorização profissional.

“Levamos para a mesa uma pauta construída a partir das necessidades reais dos funcionários em questões envolvendo remuneração, carreira e condições de trabalho, porque valorizar quem faz o banco acontecer precisa ser prioridade. Além disso, cobramos as devolutivas das demais negociações específicas, porque ainda existem reivindicações importantes que dependem de respostas concretas do banco. Seguiremos firmes, negociando com responsabilidade e defendendo a valorização e o reconhecimento que cada bancária e cada bancário merece”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié, Fabiano Miranda, que representou a Federação da Bahia e Sergipe na negociação com o BB.

A negociação com o BB segue na próxima quarta-feira, 5 de agosto, e a expecativa é que o banco apresente respostas para os temas debatidos até o momento. 

 

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