COE cobra ampliação de direitos na primeira negociação com o Santander

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) se reuniu com a direção do Santander nesta terça-feira (14/7), em São Paulo, para a primeira rodada de negociação da Campanha Nacional 2026, para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do banco.
Na mesa, os representantes dos bancários reafirmaram o objetivo de preservar as conquistas do atual acordo e ampliar os diretos dos trabalhadores. Para isso, a pauta entregue ao banco está organizada em três eixos: manutenção das cláusulas já existentes, aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e inclusão de novas reivindicações.
Entre os principais demandas estão a ampliação do programa de bolsas de estudo, a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais —, condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de crédito.
O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Adelmo Andrade, participou da negociação e reforçou a importância da atuação do movimento sindical na defesa dos trabalhadores.
Mais proteção para PCDs e seus dependentes
As reivindicações voltadas à s pessoas com deficiência ocuparam boa parte da reunião. Com o objetivo de promover mais inclusão e eliminar barreiras, a COE reivindicou a criação de um auxÃlio terapêutico para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa condição, mediante apresentação de laudo médico e documentação comprobatória.
A pauta também prevê a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência, estendendo o benefÃcio aos trabalhadores que tenham dependentes legais nas mesmas condições.
Outra reivindicação é a concessão de redução de 50% da jornada diária de trabalho para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais com deficiência, sem redução salarial.
Além disso, a COE defende prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes com deficiência, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015.
O Santander respondeu que seria necessário calcular o impacto financeiro de algumas das proposta. Diante disso, o movimento sindical ressaltou a importância de valorizar os funcionários, que são os principais responsáveis pelos excelentes resultados alcançados pelo banco no Brasil.
As negociações terão continuidade nos dias 22 e 28 de julho, quando a COE espera receber as primeiras devolutivas do banco sobre as reivindicações apresentadas.

