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Campanha Salarial 2026

PCR e PLR preocupam funcionários na segunda negociação com o BNB

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A Comissão Nacional dos Funcionários (CNFBNB) se reuniu com a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) nesta quinta-feira (9/7), para a segunda rodada de negociação da campanha salarial 2026. Na pauta, a discussão das cláusulas de saúde/previdência e as cláusulas sociais.

O debate fluía satisfatoriamente até que a CNFBNB cobrou as devolutivas. Nesse momento, o representante do banco anunciou uma questão muito preocupante: a excepcionalidade que possibilitou a distribuição de 48% do montante da PLR em 2024 e 2025 – uma conquista histórica do funcionalismo após 19 anos de luta – não está autorizada até agora para este ano. Segundo o BNB, as negociações teriam recomeçado do zero e a direção está tentando a autorização para o acordo de PLR a ser renovado neste ano.

A representação dos bancários demonstrou preocupação com a informação, ressaltando que os funcionários reivindicam a manutenção dos direitos conquistados no acordo atual, inclusive com ampliação do teto para a PLR e não vão aceitar retrocessos.

O BNB informou que está envidando esforços para manter as regras de distribuição como estão dispostas no acordo atual, e enfatizou novamente que ainda não tem essa autorização, mas também não poderia deixar de informar esse impasse para as entidades representativas dos funcionários, de acordo com o princípio da boa-fé negocial.

O banco trouxe ainda um impasse quanto ao andamento das negociações para a aprovação da proposta enviada ao Ministério da Fazenda para o novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR). O BNB destacou que, segundo a CGPAR 52, o item que prevê o Adicional por Tempo de Serviço (ATS) é proibido pela norma e não poderá constar da proposta do PCR. Dessa forma, esse item teria que ser retirado. A Comissão Nacional informou que esse benefício já existe no plano atual e o impacto da retirada desse item ainda precisa ser debatido. O assunto deve voltar à mesa na próxima rodada de negociação.

Saúde e Previdência

Na reunião, a Comissão Nacional destacou também algumas prioridades sobre a saúde dos funcionários, como a reivindicação de que o BNB arque com 70% do custeio da Camed, a ampliação do atendimento do plano através de convênios, Plano Natural após a aposentadoria e fornecimento de medicamentos de uso contínuo de forma gratuita. A CNFBNB solicitou ainda que o reajuste do plano seja realizado apenas uma vez ao ano e num valor equivalente ao reajuste da categoria, pois os reajustes sucessivos têm corroído o salário dos funcionários. O banco ficou de avaliar as reivindicações.

Sobre a Capef, a representação do funcionalismo pediu a reformulação do plano BD e reabertura de prazo para adesão do plano BD ao CV-I. O banco informou que tinha uma proposta para a Capef, inclusive com a adoção de um piso mínimo para os associados, mas não houve avanço.

O Banco ficou ainda de analisar ainda os temas referentes à Capef que não forem objetos de ação judicial e reforçou que tem total interesse em encontrar uma solução segura e coerente para o plano de previdência.

A CNFBNB apresentou ainda a reivindicação para que o funcionário possa ajustar sua contribuição à Capef a qualquer tempo e que o banco contribua paritariamente de acordo com esse ajuste. Além disso, questionou a taxa de carregamento que também tem onerado o funcionalismo. A CNFBNB propõe que ela seja restrita a 1% das contribuições mensais. O banco destacou que essa taxa já vem sendo reduzida ao longo do tempo.

As entidades destacaram ainda a preocupação com a gestão dos planos diante da sanha financeira do mercado. A Comissão sugere criar mecanismos de proteção que impeçam que a gestão dos planos possa ser repassada a terceiros.

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Pautas sociais

A Comissão Nacional reconhece que a redução da jornada para os pais com filhos PCD’s e neurodivergentes foi uma inovação importante, mas solicitou que essa redução seja feita por semana, e não por dia como é atualmente, para possibilitar uma melhor adequação aos tratamentos e terapias dos dependentes ou do próprio funcionário. O banco ficou de analisar.

A Comissão cobrou também o aumento de credenciamento médico especializado para esse público. O banco esclarece que em casos de não haver credenciados, a Camed já tem um programa que faz ressarcimento integral para quem tiver que pagar tratamento particular, mas ficou de avaliar a reivindicação.

A CNFBNB pede também que, quando o funcionário de 6h for substituir um de 8h, a redução de jornada dele também seja automaticamente migrada para 2h diárias como os funcionários da jornada de 8h têm direito, pois muitos funcionários acabam não aceitando a substituição por conta disso.

Além disso, o funcionalismo pede ainda um auxílio dependente com deficiência no valor de um salário mínimo e que o banco faça as adequações necessárias nos ambientes de trabalho para acolhimento de funcionários PCD’s e neurodivergentes.

Com relação aos funcionários que têm diagnóstico ou são pais de filhos diagnosticados com TDAH, que estes também tenham o mesmo tratamento dados às deficiências, incluindo a concessão de benefícios, como auxílio e redução de jornada. O BNB seria pioneiro na implantação dessa política.

A Comissão Nacional também cobrou uma devolutiva sobre as políticas voltadas ao público LGBTQIAPN+, com destaque às pessoas transgêneras; solicitou que, nos casos de processos de adoção, o banco possa abonar as horas utilizadas para entrevistas e trâmites legais necessários para a adoção, além da ampliação da licença paternidade para 30 dias.

Reunião e negociação

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase) vai realizar uma reunião virtual com os funcionários do BNB dos dois estados na terça-feira, 14 de julho, às 19h, pelo Zoom, para esclarecimentos sobre o andamento da negociação com o banco. As informações serão repassadas pelos integrantes da CNFBNB: Waldenir Britto (Feebbase), Jeane Marques (Sindicato da Bahia) e João Wellington (Sindicato de Sergipe).

A terceira rodada de negociação dom a direção do BNB deve acontecer está marcada para o dia 23 de julho, na sede administrativa do Passaré, em Fortaleza, e deve iniciar os debates sobre as cláusulas econômicas.

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