Caixa lucra R$ 7,4 bilhões no primeiro semestre de 2026
A Caixa Econômica Federal informou na noite desta quarta-feira (26/8), que obteve o lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma alta de 5,9% em relação ao 2º trimestre de 2025 e de 12,4% sobre o 1º trimestre de 2026. No acumulado do ano, o lucro recorrente chegou a de R$ 7,4 bilhões, o que representa uma queda de 17,6% em relação ao 1º semestre de 2025.

Um fator relevante para a queda no lucro foi a forte elevação das despesas com provisões para perdas de crédito. Elas passaram de R$ 5,617 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 13,484 bilhões neste ano, alta de 140%. Outro fator que deve ser considerado é a entrada em vigor, em janeiro de 2025, da Resolução CMN 4.966, que alterou a metodologia de reconhecimento de perdas esperadas e produziu efeito favorável sobre a base de comparação do ano passado.
Mesmo nesse cenário, indicadores importantes da atividade bancária avançaram. A margem financeira atingiu R$ 37,944 bilhões no semestre, crescimento de 16% sobre 2025, e as receitas com prestação de serviços e tarifas chegaram a R$ 14,928 bilhões, alta de 12,7%. Os ativos da Caixa alcançaram R$ 2,389 trilhões em junho, expansão de 12,7% em 12 meses.
Crédito cresce
A expansão do crédito é um dos principais indicadores da relevância econômica e social da Caixa. A carteira total encerrou junho em R$ 1,448 trilhão, crescimento de 11,9% em 12 meses e de 2,7% no segundo trimestre. O banco detinha 19,6% do mercado de crédito brasileiro. No primeiro semestre, foram realizadas R$ 365,6 bilhões em novas contratações, 16,3% a mais que no mesmo período de 2025.
O destaque continua sendo o financiamento da casa própria. Pela primeira vez, a carteira de crédito imobiliário da Caixa superou a marca de R$ 1 trilhão, chegando a R$ 1,005 trilhão. O saldo cresceu 15% em 12 meses e 4% entre março e junho e já representa 69,4% de toda a carteira de crédito do banco.
Mais clientes e mesmos empregados
Se os indicadores de negócios crescem, os números do quadro de pessoal mostram uma trajetória bastante diferente. A Caixa terminou junho com 84.136 empregados. São apenas 86 trabalhadores a mais que os 84.050 existentes um ano antes, mas 227 a menos do que em março, quando havia 84.363, e 258 a menos do que no fechamento de 2025, quando o banco contava com 84.394 empregados.
No mesmo intervalo, a base atendida continuou crescendo. A Caixa chegou a 160,378 milhões de clientes e 248,192 milhões de contas em junho. Em março eram 159,249 milhões de clientes e 244,781 milhões de contas; no fim de 2025, 157,207 milhões e 240,472 milhões; e, em junho do ano passado, 156,139 milhões de clientes e 237,195 milhões de contas.
Em apenas seis meses, portanto, o banco ganhou 3,171 milhões de clientes e 7,720 milhões de contas, ao mesmo tempo em que reduziu o quadro em 258 empregados. Na comparação com junho de 2025, são 4,239 milhões de clientes e quase 11 milhões de contas a mais, para um aumento de apenas 86 empregados.
A pauta específica dos empregados para a Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica ampliação do quadro por meio de novas contratações, além do estabelecimento de parâmetros mínimos de lotação compatíveis com a demanda de cada unidade para evitar sobrecarga e preservar o atendimento.

