Feira: bancários da Caixa arrecadam cerca de 250 kg de alimentos
O Sindicato dos Bancários de Feira de Santana realizou, na manhã desta sexta-feira (25/09), um ato solidário em frente à agência Princesa da Caixa Econômica Federal, na avenida Getúlio Vargas. A mobilização, que integra a greve dos empregados do banco, arrecadou cerca de 250kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados a entidades assistenciais. A iniciativa reuniu trabalhadores vestidos de preto, em uma manifestação que associou solidariedade à defesa dos direitos da categoria.

O ato ocorreu no 16º dia da greve, iniciada em 10 de setembro, e teve como uma das principais pautas o Saúde Caixa. Os empregados reivindicam mudanças no financiamento do plano de saúde, melhores condições de trabalho, valorização profissional, avanços na carreira e novas contratações.
Durante a manifestação, o presidente do Sindicato, Eritan Machado, criticou a condução política das negociações e cobrou a preservação do plano de saúde dos trabalhadores.
“É preciso mandar um recado para o governo. O Saúde Caixa não cabe no quintal do Centrão. O Saúde Caixa é nosso. É um direito nosso. Não vamos aceitar em hipótese alguma que governo ou partido nenhum sucateie o nosso plano”, declarou Eritan.
A mobilização acontece após a rejeição de uma proposta indecente apresentada pela Caixa. Na assembleia realizada em 21 de setembro, 83,33% dos votantes da base do Sindicato de Feira de Santana decidiram rejeitar a oferta do banco e manter a paralisação.
O financiamento do Saúde Caixa continua sendo o principal ponto de divergência entre o banco e os trabalhadores. A categoria reivindica a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual a empresa assume 70% das despesas assistenciais e os empregados ficam responsáveis pelos outros 30%.
Na última proposta apresentada, a Caixa ampliou para 9% da folha de pagamento o teto de sua participação no financiamento do plano, com vigência prevista para janeiro de 2027. O banco também propôs assumir o déficit de 2026 e manter o pacto intergeracional, sem diferenciação das mensalidades por faixa etária.
Apesar das alterações, os empregados que rejeitaram a proposta questionam o aumento das despesas para os beneficiários. Pelas condições apresentadas, a contribuição mensal dos titulares passaria para 3,7% da remuneração-base, enquanto o valor por dependente direto subiria para R$ 560. As consultas em pronto-atendimento passariam de R$ 75 para R$ 120. O limite de comprometimento da renda do grupo familiar também aumentaria de 7% para 9%.
A Caixa sustenta que as mudanças são necessárias para garantir a sustentabilidade financeira do plano. Já os trabalhadores que mantêm a greve argumentam que os novos custos podem comprometer o reajuste salarial conquistado e aumentar o peso da assistência médica no orçamento familiar.
A mobilização desta sexta-feira ocorreu em meio a novos desdobramentos judiciais da greve. Após a audiência de mediação realizada na quarta-feira (23) terminar sem acordo, a Caixa ajuizou, na quinta-feira (24), um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para a próxima terça-feira (29/09), às 14h30. Na ocasião, o TST deverá analisar o conflito entre a Caixa e os empregados, após as tentativas de negociação não resultarem em um novo acordo.
Além de reivindicar direitos, os bancários de Feira de Santana deram continuidade às iniciativas sociais realizadas durante a greve. No último dia 18, empregados da Caixa participaram de uma ação de doação de sangue no Hemoba, organizada pelo Sindicato.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Feira de Santana

