Comando Nacional cobra ação concreta e imediata contra o assédio no setor bancário
O Comando Nacional dos Bancários segue firme na luta contra o assédio moral e sexual no setor financeiro. Em negociação com a Fenaban, a cobrança é pelo cumprimento integral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que visa proteger os trabalhadores de metas abusivas e gestões tóxicas.
Apesar de todos os bancos terem canais de denúncia, a efetividade ainda é um desafio. Relatórios mostram que a pressão sindical é vital: os bancos aumentaram a produção de materiais de orientação e declarações de repúdio, e o tempo de resolução das denúncias de assédio tem diminuído, passando de 68,9% para 78,3% em até 45 dias no primeiro semestre de 2025, graças à atuação do Comando.
Uma reunião sobre Gestão Ética da Tecnologia em 1º de dezembro também abordará como a tecnologia e as metas podem fomentar abusos. A urgência é reforçada por uma pesquisa da KPMG: 30% dos entrevistados sofreram assédio em 2024, mas 92% não denunciaram, revelando medo e a necessidade de canais realmente seguros.
Para o Comando Nacional, a luta contra o assédio não é só no papel, mas uma disputa crucial pela dignidade dos bancários contra uma estrutura que se beneficia do silêncio das vítimas.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia (https://www.bancariosbahia.org.br/)

