POSICÃO DA CTB BANCÁRIOS EM RELAÇÃO À CASSI:

SIM pela responsabilidade com o presente e o futuro.
A CASSI é uma das maiores conquistas dos funcionários do Banco do Brasil. Construída ao longo de mais de 80 anos, representa um modelo de assistência à saúde baseado na solidariedade, no compromisso coletivo e na participação dos associados em suas decisões. Hoje, essa conquista enfrenta um desafio financeiro que exige responsabilidade e decisões concretas. O Plano de Associados apresenta déficits recorrentes, com despesas superiores às receitas, e suas reservas já não são suficientes para garantir o equilíbrio financeiro. Defender a CASSI, neste momento, significa assegurar as condições necessárias para que ela continue cumprindo sua missão de cuidar das pessoas.
A proposta submetida ao Corpo Social prevê um aporte extraordinário de R$ 2,288 bilhões, dos quais 60% serão assumidos pelo Banco do Brasil e 40% pelos associados. Essa divisão representa um avanço em relação ao custeio ordinário atual e resulta de um processo de negociação com as entidades representativas. Sabemos que qualquer contribuição adicional pesa no orçamento das famílias, especialmente dos aposentados e pensionistas, mas é preciso reconhecer que a proposta amplia a responsabilidade financeira do patrocinador e distribui o esforço necessário para preservar uma assistência à saúde que não pode ser avaliada apenas pelo seu custo, mas também pela proteção e segurança que oferece aos associados e seus dependentes.
O aporte extraordinário não é uma solução definitiva, e ninguém deve apresentá-lo como tal. É uma medida emergencial, provisória, para recompor as reservas, preservar a capacidade de atendimento e permitir que a CASSI continue honrando seus compromissos enquanto se constrói uma solução estrutural definitiva. O entendimento estabelece um prazo para avançarmos na revisão do Estatuto, no aperfeiçoamento da gestão e na definição de um modelo de custeio sustentável, que também será submetido à decisão dos associados. Rejeitar a proposta, entretanto, não elimina o déficit e deixa a Cassi sem nenhuma alternativa de financiamento. Ao contrário, mantém a instituição exposta a riscos financeiros, junto a fornecedores e associados, e riscos de intervenção da ANS, com possibilidade até de liquidação, o que pode comprometer conquistas construídas por gerações.
Votar SIM é uma decisão de responsabilidade, de solidariedade e de compromisso com o futuro da nossa CASSI. Não significa concordar com todos os aspectos da gestão ou abrir mão de cobrar maior eficiência, transparência e participação do Banco do Brasil. Significa compreender que a preservação da nossa Caixa de Assistência precisa estar acima das divergências e que o debate sobre as mudanças estruturais exige uma instituição financeiramente capaz de continuar atendendo seus associados. A CASSI é nossa, dos funcionários do Banco do Brasil, e, agora, depois de cuidar de tantos colegas, precisa de nós. Por tudo isso, defendemos o SIM à CASSI!

