POSIÇÃO DA CTB BANCARIOS SOBRE O ACORDO COM O BANCO SANTANDER

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, tem como princípios, a busca da mais ampla unidade da classe trabalhadora de diferentes categorias, ramos e setores da economia, calcado pela democracia, representativa e participativa, e a luta da classe com a participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras nos embates políticos e na vida das entidades sindicais.
Nesse sentido, participamos ativamente dos debates compondo o Comando Nacional dos Bancários, por entender que a unidade nos fortalece. Assim participamos também das diversas Comissões de Empresas – COE na defesa e nas conquistas dos bancários do Brasil.
Na última campanha salarial, foi finalizada a Convenção Coletiva de Trabalho, ficando pendente os ACTs dos bancos privados. Em relação ao Banco Santander a discussão não avançava na mesa de negociação especifica por intransigência patronal, o que levou a nos mobilizarmos com um dia nacional de luta em que participamos ativamente, cujo o objetivo era fazer com que o banco apresentasse uma proposta capaz de atender os anseios dos bancários.
Outrossim, no decorrer dos últimos dias sem uma definição concreta das reivindicações dos funcionários, o Banco Santander apresentou uma proposta de renovação do ACT e da PPRs, representando pouco avanço, mas, sobretudo, do seu interesse, e no bojo da proposta, mesmo que por adesão de cada entidade sindical, regulamentar através de ACT, prevê o Banco de Horas, Ponto Eletrônico e Termo de Validação e CCV através de acordo subscrito pela CONTRAF/CUT e por adesão de cada entidade.
Após exaustivos debates na Comissão de Empresa, os representantes da CTB e de outras correntes políticas orientaram a não adesão da proposta, mesmo que por adesão e respeito a autonomia de cada entidade sindical, a proposta regulamentar do ACT, Banco de Horas, Ponto Eletrônico e Termo de Validação e CCV.
As razoes que levaram a CTB a se posicionar, diz respeito exclusivamente a precarização do trabalho através do banco horas, do ponto eletrônico e no bojo a CCV, imprimindo uma chantagem aos bancários com três propostas distintas numa mesma ACT, o que traria uma serie de prejuízos a categoria, e pior abrindo um precedente jamais visto, dificultando os bancários a reaver através da Justiça do Trabalho o que lhe é de direito.
Todas as análises políticas/jurídicas foram realizadas e demonstraram os prejuízos com esses precedentes que poderiam ocorrer, não só aos bancários do Santander, mas a todos os bancários do Brasil.
Isto posto, a CTB conclama a todas as forças políticas que atuam no movimento sindical bancário, pela unidade da categoria e recomenda a não adesão ao acordo guarda-chuva do Banco de Horas, do Ponto Eletrônico e Termo de Validação e CCV, em razão dos inúmeros prejuízo atuais e futuros que possa trazer a nossa categoria.

