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redes sociais 2023

Somos “lixolátras”?

Jorge Barbosa

A pergunta vai dirigida aos itabunenses, lógico que não são todos, e obviamente não é só em nossa cidade vive aqueles que idolatram e adoram o lixo. Porém, cabe algumas considerações sobre o nosso comportamento. O nosso Rio cachoeira, além do esgoto sem nenhum tratamento nele lançado todos os dias, ainda sofre a agressão do lixo depositado continuamente em suas margens, crime também praticado contra os seus afluentes.

Mas o nosso lixo também é depositado nos terrenos baldios, em praças, inclusive no centro da cidade como a Otávio Mangabeira e a da Catedral, ruas e avenidas. O lixo que os moradores sabem que só será recolhido à noite é colocado nas calçadas desde as primeiras horas da manhã, o objetivo certamente deve ser “decorar, enfeitar a paisagem urbana”, atraindo ainda ratos, baratas e até urubus.
Outra prova da cultura do lixo é o ato “ético, educado e higiênico” de todas as madrugadas e todos os finais de tarde os criadores de cães soltarem seus animais, ou mesmo em sua companhia levá-los para fazerem suas necessidades fisiológicas nas ruas, calçadas e praças, e deixarem lá os dejetos fecais, com o objetivo de provocar mau cheiro e poluir ainda mais a nossa cidade.

Ainda podemos falar da poluição visual, causada por cartazes publicitários, e da poluição sonora, outro gosto peculiar do grapiúna, substituir as campanhias pelas buzinas dos seus carros (a qualquer hora do dia ou da noite), inclusive os de transporte escolar. Os governantes seguem o mesmo raciocínio, tanto é que, até hoje não contamos com: coleta seletiva de lixo; aterro sanitário e muito menos usina de reciclagem de resíduos.

Está mais do que na hora de repensarmos os nossos atos e compreendermos que para uma boa qualidade de vida é necessário o cuidado coletivo com o meio ambiente.

Jorge Barbosa de Jesus – Presidente do Sindicato dos Bancários (por sugestão de uma colega da Caixa)

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