Feebbase e Contraf debatem o emprego no Ramo Financeiro

A fragmentação do emprego no Ramo Financeiro foi o tema do debate realizado na tarde desta quinta-feira (5/2), no auditório da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), em Salvador. No encontro, a diretora da Contraf- CUT, Magali Fagundes, e o economista do Dieese Gustavo Carvazan, apresentaram um levantamento com as principais informações sobre o emprego no setor financeiro nos dois estados.
Os dados mostram que a fragmentação do emprego no setor financeiro está cada vez maior, com a redução da participação da categoria bancária e aumento de outros segmentos como os financiários, securitários e funcionários de cooperativas de crédito. Em âmbito nacional os bancários representavam 61% do segmento em 2012 e apenas 42% em 2024. Já na base da Feebbase a redução foi bem menor, passando de 69%, para 65%, no mesmo período.
O levantamento revelou ainda que os estados da Bahia e Sergipe tiveram também uma redução menor no número de agências e bancários, em comparação a outras regiões do país. Para o Dieese, isso se deve à grande presença dos bancos públicos nos dois estados, respondendo por 60% das agências.
Isso comprova a importância dos bancos públicos para a região Nordeste, uma vez que os bancos privados preferem investir nas regiões mais ricas, como Sul e Sudeste. A presença da Caixa, Banco do Brasil e BNB garante crédito para os clientes e também empregos para os bancários.
Durante o debate ficou claro também a necessidade do movimento sindical bancário buscar a ampliação da sua ação, dialogando com outros trabalhadores do setor financeiro, para garantir salários condizentes com a função e melhores condições de trabalho para todos.
O debate foi conduzido pela presidente da Feebbase, Andréia Sabino, e contou com a participação de dirigentes da Federação, dos sindicatos da Bahia, Camaçari, Jequié, Irecê e Oeste da Bahia.

