Bancários param 6251 agências em todo o país
Começou forte a greve dos bancários em todo o país nesta terça-feira (6). Deixaram de funcionar 6251 agências de bancos públicos e privados, além dos centros administrativos. Isto mostra a insatisfação da categoria com o desrespeito dos bancos em apresentar uma proposta rebaixada, que não repõe nem as perdas inflacionárias do período.
Enquanto isso, segundo reportagem do portal IG, os bancos preevem aumentar a remuneração fixa de seus diretores executivos em 2015 com reajuste superior à inflação. Só o Itaú, maior banco privado do país em volume de ativos, destinará a cada executivo cerca de R$ 1,196 milhão em 2015 a título de remunerações fixas, ou R$ 984 mil líquidos de INSS patronal.
Isto é apenas uma fatia do que esses funcionários devem receber, pois não inclui bônus e outros pagamentos variáveis. No ano passado, as remunerações baseadas em ações do banco somaram cerca de R$ 10,6 milhões para cada diretor.
Segundo os dados que as instituições financeiras prestaram ao mercado, dos 25 bancos que prestaram informações, 20 projetam uma remuneração fixa média por diretor maior que em 2014 e, em 16 desses, o aumento é superior à inflação de 9,65% estimada pelo mercado para este ano, segundo o último boletim Focus, do Banco Central.
Já para os bancários a Fenaban propõe reajuste de 5,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00. Abaixo as reivindicações da categoria:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Com informações da Contraf e do IG

