Bancos públicos reabrem nesta sexta-feira na Bahia
Apesar de terem decidido retornar às atividades, os trabalhadores fizeram questão de criticar as propostas rebaixadas dos bancos oficiais, que deveriam dar exemplo, mas seguem a lógica das empresas privadas e adotam uma postura apenas de mercado, deixando de lado o papel social.
Uma das deficiências das propostas diz respeito ao assédio moral, levantado durante as discussões. O funcionário do Banco do Brasil, José Rodrigues, engrossa o coro. "O BB poderia avançar mais, principalmente com relação ao assédio. Hoje não existe respeito dentro das agências".
Mas, no geral, o movimento foi considerado positivo, principalmente pela grande adesão dos bancários nos dias de paralisação. "A greve revelou a força e a unidade da categoria, que aderiu a nossa mobilização compreendendo que não há avanços sem a efetiva participação", ressalta o vice-presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos.
A empregada da Caixa, Soraia de Oliveira, vai além. "O resultado da campanha foi positivo, mas poderíamos ter conseguido mais. Infelizmente dependemos de outros Sindicatos e não poderíamos continuar sozinhos. A Bahia sempre sai na frente, defende posição, no entanto, a luta é nacional".
SEEB-BA

