Autônomo trabalha o dobro para manter padrão de vida
A crise econômica aumentou o número de desempregados, desalentados e principalmente a quantidade de trabalhadores autônomos por todo o país. Uma pesquisa do Datafolha indica que mais de 50% dos entrevistados optaram pelo trabalho informal por ter ganhos superiores aos de um trabalho com registro formal, porém, as projeções finais indicam que o autônomo tem de faturar o dobro para manter a mesma renda e benefícios de quando era celetista.
Para Silvia Franco, planejadora financeira responsável pelo levantamento, “A pessoa acha que poderá ser mais livre, o que é uma vantagem, mas não pensa que para isso talvez tenha de trabalhar mais, por que na hora de fazer a conta de quanto precisa ganhar esquece de incluir benefícios”. Logo, ao calcular despesas básicas que o antigo celetista e agora autônomo passará a arcar, como INSS, aluguel de imóvel, transporte, alimentação e plano de saúde, o faturamento cai consideravelmente.
Quem faz a transição entre a CLT e o trabalho autônomo deve estudar bem o mercado em que pretende entrar. Entre os principais critérios estão a análise prévia do produto ou serviço que será oferecido, comparação do negócio em relação ao ambiente em que será inserido, noção de concorrência, margem de operação e ter uma reserva que garanta de 6 a 12 meses de funcionamento das atividades.
Por Rafael Santos

