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Encontro Vozes que transformam

Nada a celebrar no Dia de Erradicação da Pobreza

Em 17 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Erradicação da Pobreza. No Brasil, não há motivos para comemoração, visto que a cada nova pesquisa de indicadores sociais se torna mais perceptível que a política de austeridade do governo Temer põe o país abaixo também nos rankings internacionais. A fome já atinge 11,7 milhões de pessoas, segundo levantamento da ONG ActionAid Brasil e os dados do IBGE apontam que um quarto da população vive com R$ 387 por mês.

Entre as maiores vítimas da insegurança alimentar e extrema pobreza, segundo o IBGE, estão negros, mulheres e crianças de até 14 anos (42 milhões), fazendo com que a taxa de mortalidade infantil, que vinha a 26 anos em queda consecutiva, aumentasse em 2016.

Faz-se necessário dar a devida atenção ás políticas sociais de combate à pobreza, inclusão social, valorização do salário mínimo, fortalecimento da agricultura familiar e muitas outras, que tornaram o Brasil referência internacional no combate à pobreza e a fome, mas que estão sendo desmontadas pelo atual governo, como analisou Alan Bojanic, representante da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). "Hoje, o Brasil é um país de referência em políticas públicas de combate à fome. Mas para que continue no caminho certo e atinja a meta (de erradicação da fome) até 2030, é necessário que os investimentos em políticas públicas focadas às populações mais vulneráveis continuem acontecendo de maneira efetiva".

Por Rafael Santos

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