Bancários cobram mais empregos do Santander
O banco possui atualmente 130 vagas disponíveis para funcionários e estagiários, que se encontram no Portal RH. O trabalhador não precisa de autorização para se inscrever para a função a que tem interesse, mas o banco recomenda a comunicação ao gestor. A atualização das vagas é semanal.
O banco disse que até maio de 2009 tinha vários programas de recrutamento e seleção, como o Banco de Oportunidades (BO), Venha Trabalhar na Rede, Recrutamento Interno (RI) e Recrutamento Externo (RE). Em agosto de 2009 foi lançado o Carreiras Santander, buscando a valorização dos talentos internos, o conhecimento da cultura do anco, a retenção de funcionários, ter um processo único e automatizado de recrutamento interno e estimular os empregados a gestão de sua carreira no médio e longo prazo.
Conforme o banco, os números do primeiro semestre ainda não foram totalizados, mas ocorreram pelo menos 151 movimentações, através do recrutamento interno. Já o total de movimentações atingiu 1.500 funcionários, incluindo a contratação de estagiários, a expansão da rede e o remanejamento de caixas para a nova função de monitores da integração.
"Questionamos esses monitores de integração, cuja jornada é de oito horas, quando deveria ser de seis horas, conforme prevê a legislação trabalhista", afirmou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Marcelo Sá. O banco respondeu que, após a integração tecnológica, esses funcionários serão aproveitados como coordenadores, assistentes de pessoas físicas e jurídicas e gerentes de relacionamento.
O banco possui hoje cerca de 1.900 estagiários, sendo que em média 70% são efetivados. Este ano, já foram contratados 900 estagiários.
"A manutenção de um programa de realocação de trabalhadores é importante no processo de fusão para evitar demissões e fazer remanejamentos dos centros administrativos para a rede de agências, bem como nos casos de sobreposição de agências", destacou o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Nada justifica a dispensa de funcionários, diante do lucro de R$ 3,529 bilhões no primeiro semestre, um crescimento de 44,3% em relação aos R$ 2,445 bilhões dos primeiros seis meses de 2009, e um resultado que equivale a 22% do lucro mundial do banco e a mesma fatia da matriz na Espanha", comparou. Para os dirigentes sindicais, os números apresentados são ainda insuficientes.
Os bancários questionaram ainda a redução do número de trabalhadores após o início da fusão com o Real. O quadro ultrapassava 53 mil funcionários, que caiu para 51.789 em junho, conforme dados do balanço.
Fonte: Contraf

