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Empregados voltam a negociar com a Caixa

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a direção da Caixa voltaram a se reunir na manhã desta terça-feira (22/10), em Brasília, para mais uma rodada da mesa permanente de negociação. Na pauta do encontro, atendimento do pagamento do FGTS, Saúde Caixa e reestruturação.

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Sobre o atendimento do FGTS, ficou garantido que todas as horas serão pagas integralmente. O banco informou ainda que, mesmo com reorganização do calendário, que antecipa etapas de pagamento, só está confirmado o atendimento estendido nos dias 25 e 28 de outubro, bem como, a abertura no próximo sábado, dia 26. Depois, haverá uma avaliação, de acordo com a demanda.

“Não houve avanço em relação às horas extras dos gerentes gerais, mas ficaram de avaliar alguma forma de compensação”, informou o secretário Geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que integra a CEE Caixa e participou da reunião.

No tocante ao Saúde Caixa, foi finalmente apresentado o relatório de avaliação de 2018.

Esse relatório já está disponível no Auto Saúde Caixa (ASC), na área logada. Qualquer empregado pode acessar as informações.

O relatório mostra que o plano tem uma reserva técnica acumulada na ordem de R$ 472 milhões, mais a reserva de contingência com a parte de Caixa, que é de R$ 61 milhões, o que eleva a reserva para R$ 533 milhões.

No entanto, nos últimos três anos (2016, 2017 e 2018) o plano vem apresentando déficit, principalmente devido a limitação de 6,5% imposta pela Caixa no seu Estatuto. “Por conta disso, faz-se necessário abrir a discussão sobre a forma de custeio”, reforça Emanoel.

Segundo ele, a Caixa reconheceu que não dá para fazer alterações unilaterais no modelo de custeio, uma vez que são direitos adquiridos. No entanto, quer fazer essa discussão. Atualmente o custeio das despesas administrativas é 100% da Caixa, enquanto nas despesas assistenciais, é de 70% da Caixa e 30% dos beneficiários.

As despesas assistenciais em 2018 atingiram R$ 1,8 bilhões e as administrativas R$ 152 milhões, com o custo total aproximado de R$ 2 bilhões.

A negociação vai continuar, para avaliar formas alternativas de evitar que esta reserva técnica de R$ 533 milhões seja preservada. Esta é o encaminhamento que vai ser dado via Conselho de Usuários, GT Saúde Caixa e mesa de negociação.

Sobre a reestruturação, no que diz respeito às alterações que estão sendo feitas na área de tecnologia, a Caixa explicou que existe uma intenção de centralização de parte do serviço da CEATI, principalmente do PEDES , mas, que isso ainda está em discussão. A VIAT também terá várias unidades que funcionam em São Paulo deslocadas para Brasília, sendo garantida a função para aqueles que forem para Brasília. Já quem não quiser ir, terá a situação discutida caso a caso.

Na mesa, a CEE cobrou também uma resposta oficial da Caixa à declaração do deputado federal Rodrigo Maia de que a Caixa estaria roubando dinheiro dos trabalhadores, com a cobrança da taxa de administração do FGTS e reclamou do atraso da adesão da empresa ao Censo da Diversidade, o que, em certa medida, prejudicou os empregados.

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