Negociação com Itaú Unibanco sobre convênio médico continua nesta quarta
As entidades sindicais estiveram reunidos nesta
segunda-feira, 16, em São Paulo, em nova rodada de negociação com o
Itaú Unibanco no processo de equiparação dos direitos dos trabalhadores
dos dois bancos. O foco da reunião foi o debate a respeito da
unificação do convênio médico.O encontro deu continuidade à negociação do último dia 3, quando o banco apresentou uma primeira versão da proposta para a unificação. Nesta segunda, a empresa trouxe novos itens da proposta para a discussão com os trabalhadores.
Veja os principais pontos tratados na reunião:
Co-participação
O banco apresentou duas opções sobre o tema:
- Cobrança a partir da quarta consulta realizada pelo grupo familiar no ano;
- Cobrança a partir da sétima consulta realizada pelo titular do plano no ano, sendo que os dependentes pagariam a co-participação desde a primeira consulta.
O movimento sindical reivindicou da empresa que mantenha a regra atual prevista no plano do Itaú, em que a co-participação só é cobrada a partir da sétima consulta do grupo familiar no ano.
Up-grade
O banco apresentou também proposta de tabela de valores para o up-grade do plano Especial para o Executivo. O movimento sindical considerou os valores muito altos e cobrou sua revisão.
Rede credenciada
Movimento sindical cobrou a melhoria da rede credenciada, que, prestada hoje pela Unimed, apresenta problemas de falta de profissionais em diversas regiões do país.
Plano odontológico
O banco apresentou proposta de atendimento para resolver os graves problemas da rede de profissionais credenciados. "Os profissionais não se associam às operadoras porque o valor pago por elas é muito baixo. Na prática, hoje os bancários não têm atendimento", explica Maria Izabel Menezes, integrante da COE Itaú Unibanco.
O banco apresentou proposta com três operadoras atendendo nacionalmente (Interodonto, Odontopreve e Odonto Empresa) e uma quarta (Uniodonto), com valor mais alto, atendendo a determinadas regiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e interior de São Paulo). O movimento sindical cobrou a diminuição dos valores previstos, considerados muito elevados.
Uma nova rodada de negociação está marcada para esta quarta-feira, 18, em São Paulo, para continuar a discussão.
Fonte: Contraf

