Em greve, eletricitários pedem a saída do presidente da Eletrobras
Eletricitários de todo o País iniciaram, a partir da zero hora desta segunda-feira (11/6), uma paralisação de 72 horas contra a privatização da Eletrobras e a venda das distribuidoras de energia do grupo, promovidas pelo governo Temer. A categoria defende uma Eletrobras pública, eficiente e para todos os brasileiros.
Ao contrário do que o governo diz, a privatização da Eletrobras trará muitos prejuízos ao país e, mais diretamente, à população, com aumento significativo nas contas de luz. Estudos indicam que esse aumento pode chegar a 30%.
Os eletricitários também querem a imediata saída do atual presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Jr., pois ele representa a simbologia da privatização e é o agente direto da política de destruição da empresa.
A Frente Brasil Popular e a Federação Única dos Petroleiros apoiam a greve da categoria, organizada pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE).
Centrais sindicais, entre elas, a CTB, também manifestaram total apoio à paralisação.
"A greve de 72 horas convocada pelas trabalhadoras e trabalhadores eletricitários é uma ação importante dentro da grande batalha que a classe trabalhadora trava hoje no Brasil. Tal como fizeram com o Pré-sal, o projeto entreguista liderado por Michel Temer quer acabar com mais um setor estratégico para o país, setor esse que foi fundamental nos anos de crescimento e ganhos para o nosso povo", disse o presidente da CTB, Adilson Araújo.
De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB (com FNU)

