Bancários fazem protesto e saem em passeata no centro de Jequié
Os grevistas iniciaram uma onda de protestos na sala do auto-atendimento do banco, conclamando os colegas a unirem-se aos outros para fortalecer ainda mais o movimento. O presidente do sindicato, Celso Argolo, utilizando um megafone, falou para os funcionários da necessidade da unidade: "Não estamos reivindicando apenas reajuste salarial, aumento de PLR, valorização do piso, estamos lutando para resgatar a nossa dignidade, o respeito que o banco está faltando com os colaboradores, juntem-se a nós, não deixe que o banco mande na sua vontade, não se submeta aos caprichos do Bradesco. Vocês estão adoecendo, lhes são impostas carga de trabalho desumana e nós queremos resgatar o que estamos perdendo, a nossa dignidade", conclamou.Os bancários denunciaram que o banco faz uma série de exigências, impõe metas abusivas, carga de trabalho desumana, ainda exigem que tenham boa aparência, tenham uma relação social ampla, vistam-se bem e tenham nível superior. Será que dar para manter estas condições com o salário que os bancos estão pagando?
Passeata - Os grevistas saíram da agência do Bradesco e percorreram alguns pontos de correspondentes bancários, no centro da cidade, advertindo os clientes para os riscos que estão expostos quando recorrem a um correspondente bancário para realizarem suas operações. É recomendável que todas as transações bancárias sejam preferencialmente realizadas em uma agência, lá existem câmaras de seguranças, portas giratórias e vigilantes. Este aparelhamento tem por finalidade garantir a segurança dos clientes e usuários e reduz as ações dos marginais. Os bancários insistem para que os clientes e usuários utilizem as agências.
Foi constatada no Bradesco a prática da seletividade, ou seja, um funcionário fica na entrada da agência determinando quem pode ou não adentrar a agência. Todos que vão pagar títulos, ainda que no vencimento, estão sendo orientados a procurarem um posto de correspondente bancário. Isto é um flagrante desrespeito ao cliente e fere frontalmente a Constituição Federal e a resolução do Banco Central. O cliente tem que exigir os seus direitos e se está definido que o título/boleto, duplicata ou coisa que o valha pode, até o vencimento, ser pago em qualquer agência bancária, então não tem justificativa, nem amparo legal para que o título não seja pago no banco. Se algum usuário for barrado no banco por algum funcionário, pegue uma testemunha e ingresse com uma ação de danos morais e materiais contra o banco e denuncie também ao sindicato. Só assim, quando pesar no bolso os banqueiros saberão respeitar os clientes. Os bancários prometem continuar promovendo os protestos.

