Filas e tormenta nas agências
Todo início de mês é a mesma coisa. As agências bancárias ficam insuportáveis, as filas não param de crescer e o calor é predominante. E o pior é que a população fica sem ter a quem recorrer, já que os bancos não demonstram nenhuma boa vontade para solucionar os problemas.
Em Salvador, nem a Lei dos 15 Minutos, que exige atendimento em, no máximo, 15 minutos em dias normais, e a possibilidade de multa de R$ 5 mil e de interdição são capazes de inibir o descaso dos banqueiros que, como sempre, utilizam o “velho jeitinho brasileiro” para desrespeitar a norma.
Para não ter de pagar a multa, agora às agências empurram o cliente para os correspondentes bancários, na maior cara de pau. Quem tenta entrar nas unidades para fazer alguma operação é simplesmente colocado para fora, e se quiser resolver o problema, ou quebra a cabeça nos terminais de auto-atendimento ou corre o risco nas lojas que servem como correspondentes.
Enquanto a população é empurrada para outros locais, os empregados sofrem no interior das agências. Além dos baixos salários, das péssimas condições de trabalho, os bancários ainda têm de conviver com o assédio moral e a pressão para vender serviços e cumprir metas.

