CTB-BA apoia paralisação contra a ameaça de 300 demissões na Conder
Os trabalhadores da Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia) paralisaram as atividades nesta terça-feira (18), ocupando a entrada da empresa, em Narandiba, desde a 6h da manhã. O ato, realizado durante todo o dia vai ocorrer também na quarta-feira. A interrupção das atividades foi apoiada pela CTB. O objetivo é pressionar o governo do Estado para a situação dos trabalhadores, que após 12 anos integrados ao quadro funcional da Conder, podem ser transferidos novamente para a Urbis(Habitação e Urbanização do Estado da Bahia S/A).
“Os funcionários foram forçados a interromper suas atividades para mostrar ao governo e a população a atrocidade que se pretende cometer com servidores do quadro da Conder, que podem de um dia para o outro estar fazendo parte de uma empresa, que já integraram, e que hoje está praticamente extinta. Querem jogar a história e os direitos dos trabalhadores no lixo”, argumenta Adilson Araújo, presidente da CTB- Bahia.
“Não aceitamos o posicionamento da diretoria da Conder que quer nos devolver para uma empresa em liquidação. A imposição contraria a decisão tomada no dia 7 de março de 1999 quando houve uma transferência dos trabalhadores da Urbis para a Conder, através de decreto feito pela Procuradoria Geral do Estado”, explicou José Augusto Pinto, presidente da Associação dos Servidores da Conder(ASCON).
O dirigente ressaltou que há 12 anos, os trabalhadores têm carteira assinada e depósito de FGTS feitos pela Conder, já que existe um contrato. “É um ato irresponsável do governo e dessa diretoria que aí está e não se pronuncia. Por este motivo, estaremos paralisados até o dia 19. O governo tem que ouvir os trabalhadores. Não podem simplesmente definir sobre o futuro da vida da gente sem termos direito a palavra. Ficamos sabendo que a (cúpula) do governo estará reunida amanhã para avaliar a nossa situação, na qual esperamos uma efetiva resposta”.
“Estamos buscando uma negociação com o governo porque entendemos que eles não podem depois de tantos anos decidir que quase 300 funcionários egressos da Urbis, com carteira assinada e todos os direitos que a situação de regularidade permite, voltem agora para o órgão de origem, que está em liquidação. Não queremos acreditar que falte consciência ao governo do que está sendo feito aqui”, enfatiza Lucia Maia, secretária geral do Sintracom.
A mobilização se estende a quarta-feira (19) até que o governo negocie com os trabalhadores e garanta a manutenção dos trabalhadores no quadro da Conder.
Fonte: Daniela Sansão - CTB Bahia

