Roubo a bancos cresce 20% no segundo trimestre em São Paulo
Na capital e cidades que compõem a Grande São Paulo foram 55 ataques a banco nos últimos três meses. Entre janeiro e março deste ano 46 agências bancárias foram atacadas por bandidos.
Nessa semana, dirigentes do Sindicato estiveram em três unidades assaltadas. Os dirigentes acompanharam a situação dos bancários, exigiram o fehcamento dos locais e cobraram dos bancos assistência psicológica para os trabalhadores. Nos casos do Itaú da zona sul e do Santander na região oeste, bancários foram feitos de reféns. Numa agência do Itaú em Pinheiros, os trabalhadores paralisaram as atividades depois que o local sofreu o sexto assalto no intervalo de um ano.
Daniel Reis, diretor do Sindicato e integrante da Ccasp (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada da Polícia Federal), destaca que o aumento nos números de roubo a banco é reflexo das medidas adotas pelos bancos. Priorizando o visual para se adaptar às fusões, principalmente no Itaú e no Banco do Brasil, as instituições deixaram a segurança vulnerável. “O aumento não nos surpreende. As instituições financeiras estão negligentes com a segurança de clientes e funcionários. O Itaú e o Banco do Brasil, por exemplo, reformularam o modelo de suas agências e retiraram a porta de segurança, o que deixou o sistema mais vulnerável a ação de bandidos”, denuncia Daniel.
O dirigente sindical ressalta, ainda, que nas últimas reuniões da Ccasp houve aumento das autuações às instituições financeiras por falhas no plano de segurança. “Uma das questões que mais gerou multas aos bancos foi o número insuficiente de vigilantes nas agências”, lembra Daniel.
A segurança bancária é um das preocupações dos trabalhadores e faz parte da pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada.
Carlos Fernandes

