Em comissão geral, governo defende R$ 545 para mínimo e centrais pedem R$ 560
Mantega reafirmou considerar correto que se feche questão em R$ 545 para o novo mínimo. "Gostaria de propor aos parlamentares e centrais presentes que firmemos acordo que reedite as mesmas regras de salário mínimo que foram colocadas no primeiro acordo: o reajuste do mínimo e do Imposto de Renda. É importante uma política de valorização a longo prazo", disse o ministro.
Justificando a decisão do governo, Mantega afirmou que a regra de reajuste do salario minimo anual a partir da variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2 anos antes mais a inflação do anterior trará aumento substancial para o próximo ano. "Em 2012 haverá grande aumento no salário mínimo, de 13 ou 14% que elevará o salário mínimo a R$ 616. Não é inovação e nem regra, é formula", disse.
"Acho desaconselhável que em 2011 mudemos regra que foi acordada em 2010. Que se aplique a regra e que em 2011 o salario seja de R$ 545. Não podemos dar aumento maior porque descumprir acordo significa gerar desconfiança e insegurança em relação as despesas das contas do governo".
Para os representantes dos trabalhadores, é preciso haver uma exceção à regra este ano porque 2009, base para o cálculo do mínimo de 2011, foi afetado pela crise financeira internacional. Os sindicatos argumentam que, assim como os empresários tiveram direito a regras especiais para escapar dos efeitos da crise, os funcionários também devem ter um tratamento diferenciado.
Ainda esta tarde usarão a tribuna da Casa os presidentes das centrais sindicais e economistas convidados pelos parlamentares.

