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Aumentam os clientes, crescem as demissões

Apesar de discriminar a população de baixa renda, os bancos aumentaram surpreendentemente o número de clientes. Em 2005, apenas 16,1% dos brasileiros tinham conta em agências. Hoje são 60,5%, nada menos do que 115 milhões de pessoas. As informações são do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O crescimento, no entanto, não se traduz em investimentos e melhorias para os funcionários. Pelo contrário. Nos últimos anos, o número de empregados no setor teve uma redução drástica. Em 1990, existiam no Brasil cerca de 1,2 milhão de trabalhadores em organizações financeiras. Atualmente, o número não passa dos 600 mil.

Um grave problema decorrente das demissões é a sobrecarga de trabalho com consequente aumento de doenças ocupacionais. O bancário hoje, além de prestar atendimento ao cliente, tem de vender serviços e quando não cumpre a meta estabelecida, corre o risco de ser vítima do tão conhecido assédio moral.


Resultado, enquanto os bancos aumentam o número de correntistas e, por tabela, o lucro, a categoria é hoje uma das mais afetadas por doenças psíquicas que, muitas vezes, leva a depressão e até mesmo ao suicídio. É a precarização da relação de trabalho em nome do dinheiro fácil.

 

Fonte: Sindicato da Bahia

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