Menu
Campanha Salarial 2026

Bancários do BNB: a greve continua!


Diretor da AFBNB, Assis Araújo, explica os motivos da greve aos funcionários durante reunião na DIRGE

A greve no BNB se fortalece com o passar dos dias em todos os estados da base do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Até o final da tarde desta segunda-feira, dia 4, foram 120 agências/ambientes que aderiram ao movimento, total ou parcialmente. A paralisação nas negociações, a falta de apresentação de uma proposta satisfatória por parte do Banco e o descontentamento dos funcionários são algumas das causas que bem explicam a forte adesão que vem ocorrendo dia após dia.


No final do dia, bancários da base do Sindicato dos Bancários de Montes Claros e Região (SEEB-MOC) se reúnem em assembleia para decidir se entram ou não em greve.
A tendência é que adiram ao movimento e, assim, mais sete (7) unidades do BNB, que se encontram na base do SEEB-MOC, paralisariam suas atividades a partir desta terça-feira (5), dando início à greve no Banco do Nordeste naquela região. O Sindicato dos Bancários de Sobral informou à AFBNB que a partir de amanhã a agência do BNB daquela cidade também entraria em greve.

Nesta segunda-feira, pela manhã, funcionários do Passaré, da Área de Negócios e do Ambiente de Micro e Pequena Empresa (exceto Gerentes Executivos e de Ambientes), decidiram parar suas atividades. Os funcionários destacaram o fato de entrarem no movimento paredista não tão somente pelo índice, mas por questões estruturais que não têm sido atendidas desde longa data, tais como isonomia de tratamento; distorções do plano de funções e não valorização de funções de oito (8) horas em relação às de seis (6) horas; falta de transparência e comunicação do Banco em relação às questões do funcionalismo; reajuste das taxas da Camed; plano de previdência da Capef, entre outras.


Os funcionários do BNB
lutam por uma isonomia de tratamento para todos os funcionários; recuperação das perdas salariais; revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR); piso salarial de acordo com o salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE); combate incessante ao assédio moral; mais transparência nos processos internos; uma direta e ampla comunicação do Banco com seus funcionários, além de outras.

Bancários do BRB conquistaram 12%. E por que não nós do BNB?


Mais uma vez, voltamos a bater na mesma tecla. Os funcionários do Banco Regional de Brasília (BRB), banco público assim como o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), conquistaram 12% de reajuste, além de uma série de propostas dignificantes para os funcionários. Fica a pergunta, que não quer calar: Por que no BNB não há uma proposta nesse patamar? Quais os estorvos que impedem a apresentação de uma proposta que dignifique e valorize seu quadro funcional? Se é possível? É possível, sim! Com transigência e boa vontade de atender às reivindicações de seus trabalhadores, é perfeitamente realizável conceder um aumento dessa magnitude também no Banco do Nordeste.


Enquanto nada disso for feito, nada mais lógico e pertinente do que os bancários do BNB continuarem de braços cruzados. Todos à luta!
 
Fonte: AFBNB

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar