Cresce o número de mulheres chefes de família no Brasil
O número de casas chefiadas por mulheres cresceu na última década. Baseado em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2015, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que em 40,5% dos domicílios as mulheres eram a pessoa de referência.
O nordeste é a região do país em que há, proporcionalmente, mais mulheres na posição de referência – em média, 42,9% das casas. Esse percentual é maior que no sudoeste, onde 40,7% dos lares têm mulheres como líder. Essa proporção é de 39,4% na região norte, 36,9% no sul e 39,5% no centro-oeste.
O IBGE apontou que a posição de chefia da mulher na família tem ficado mais evidente também dentro das casas que o casal tem filhos e que em 26,8% dos domicílios com filhos de casais separados era a mulher a pessoa de referência. Entre os homens, essa proporção ficou em 3,6%. No total de domicílios em que o pai e a mãe estão separados, em 88,2% dessas casas é a mulher a pessoa de referência.
Apesar da mulher está comandando dentro de suas residências, no mercado de trabalho a situação permanece desigual, quando se trata de homem e mulher. Mesmo se ambos estiverem em cargos de chefia, o homem vai ganhar mais, em média. Segundo o IBGE, o sexo masculino tem rendimento médio mensal de R$ 5.222 e o sexo feminino tem em média R$ 3.575, uma diferença de 31,5%.
Em 2015, entre todas as mulheres ocupadas, 4,7% estavam em cargos no alto escalão. Entre os homens essa proporção chegava a 6,2%.

