Trabalhadores brasileiros manifestam seu apoio ao Dia Internacional de Ação da FSM
Trabalhadores brasileiros de dois estados realizaram manifestações nesta segunda-feira (3), por conta do Dia Internacional de Ação promovido em todo o mundo pela Federação Sindical Mundial (FSM). A CTB esteve na linha de frente dos movimentos, levantando sua bandeira classista e defendendo os interesses dos trabalhadores.
No Rio de Janeiro, o Sindicato dos Metalúrgicos realizou uma
paralisação de uma hora na porta da empresa Rio Nave. A manifestação
contou com a participação do vice-presidente da Federação Sindical
Mundial (FSM) e secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB,
João Batista Lemos, e do presidente da Federação Interestadual dos
Metalúrgicos (FitMetal), Marcelino Rocha.
Para João Batista
Lemos, o ato foi uma resposta dos trabalhadores contra a crise econômica
mundial. Da mesma forma, Marcelino também defendeu a unidade da
categoria contra a crise do sistema e em defesa do aumento real para os
metalúrgicos.
Bandeiras
“É indispensável lutar pela manutenção e ampliação dos direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram”, dizia o documento convocatório para o 3 de outubro, destacando a necessidade de lutar contra os interesse do capital em meio à atual crise financeira.
Rio Grande do Sul
O Sindicato dos
Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região também realizou, na manhã desta
segunda-feira (3), uma assembleia com os trabalhadores da empresa
Neobus. A manifestação teve duração de pouco mais de uma hora, na porta
da fábrica, com o intuito de chamar a atenção dos trabalhadores sobre a
crise mundial do capitalismo, que vem ameaçando o emprego e os direitos
da classe em todo o mundo.
Para os trabalhadores, a economia brasileira deve fortalecer um modelo que prioriza emprego, renda, consumo e desenvolvimento. Também defendem que o governo apoie e proteja a indústria nacional, para que esta não perca espaço frente aos importados, mas também precisa proteger o emprego e a renda do trabalhador. “Não vamos admitir que os direitos dos trabalhadores sejam retirados sob o argumento de que a crise exige medidas extremas”, defendeu o vice-presidente do Sindicato, Leandro Velho.

