Todas as agências do Banese em Aracaju param quarto dia de greve
A força da greve dos bancários no Banco do Estado de Sergipe (Banese) se
intensifica a cada dia. Também não era pra menos: até agora a direção
do banco não chamou o Sindicato dos Bancários para negociar a Minuta de
Reivindicação Específica dos Baneseanos, diferentemente do Banco do
Estado do Pará (Banpará) e Banco Regional de Brasília (BRB), que
apresentaram propostas bem acima da oferecida pela Federação Nacional
dos Bancos – Fenaban -, e que já foram aceitas pelos empregados.
Os
bancários do BRB, em assembleia realizada no último dia 26, aceitaram o
reajuste geral de 8,5% sobre os salários e demais verbas, e 13% nos
pisos de VP, extensivos aos CP/VPs, anuênios e quinquênios. O salário
inicial passou para R$ 1.900 e a gratificação de caixa será igualada à
dos trabalhadores da Caixa Federal. Nos conjuntos de tíquete e
cesta-alimentação os valores passam de R$ 795,96 para R$ 900.
Com
uma adesão de 95% à greve deflagrada na última terça-feira (27), em
apenas três dias de forte paralisação, os trabalhadores do Banpará
também garantiram uma proposta que atendeu aos interesses da categoria.
Por ampla maioria, a assembleia realizada na última quinta-feira (29),
aprovou a proposta apresentada pelo banco e pôs fim à greve naquele
banco estatal.
Será que os baneseanos vão se conformar com o índice apresentado pela Fenaban? Parece que não. A prova é a crescente adesão à greve. O Banese Atalaia, que era a única agência funcionando na capital, aderiu à greve nesta sexta-feira, dia 30. A paralisação no banco começou com 28% no primeiro dia; cresceu para 46%, no segundo; para 53%, no terceiro; e para 57% neste quarto dia de greve, perfazendo um total de 18 agências na capital, 17, no interior, 7 postos de serviços e mais 2 pontos Banese, os anexos à Agência Central e à Siqueira Campos.

