Europeus saem às ruas para protestar contra austeridade e aumento da crise
Sindicatos na Grécia, Espanha, Portugal, Itália e França estão usando as tradicionais passeatas para demonstrar sua irritação com as medidas de austeridade em toda a zona do euro, cujo objetivo é organizar as finanças mas que foram criticadas por forçar países a mergulharem ainda mais na recessão.
Protesto em Madri
Na Itália, manifestantes rapidamente entraram em confronto com a polícia
em Turim e milhares de pessoas marcharam no centro da cidade de Rieti
para ouvir os líderes do três principais sindicatos que denunciam as
reformas do primeiro-ministro Mario Monti.Na França, sindicatos organizaram cerca de 290 manifestações de Marselha a Estrasburgo. Em Paris, a polícia afirmou que 48 mil pessoas compareceram, contra 12 mil no ano passado.
O presidente Nicolas Sarkozy atraiu quase 100 mil pessoas em um comício para "verdadeiros trabalhadores" após a maior organização syndical do país, a CGT, ter aconselhado seus membros a não votar no atual mandatário no domingo.

Protesto em Atenas
Em Madri, dezenas de milhares de pessoas caminharam na chuva para as principais áreas, enquanto milhares saíram às ruas em Lisboa. Em Atenas, cerca de 5 mil trabalhadores, pensionistas e estudantes marcharam com cartazes onde se lia "Revolta agora" e "Impostos para os riscos".
A Grécia votará no domingo em uma eleição parlamentar que corre o risco de prejudicar o resgate internacional que mantém o país vivo ao punir os partidos que deram apoio ao pacote. "Nossa mensagem será mais forte no domingo", disse Maria Drakaki, 45, funcionária do setor público cujo salário foi reduzido. "Não tem como eu votar em um dos dois principais partidos."
Na França, o presidente Nicolas Sarkozy competirá com sindicatos para ver quem consegue abocanhar a maior multidão, na esperança de ofuscar o brilho deles em passeatas de rua antes do segundo turno da eleição presidencial no domingo.
Com informações de agências

