Bancos suspendem empréstimo consignado a servidores do RJ e TO
Servidores públicos do Rio de Janeiro e Tocantins não estão conseguindo contratar empréstimos consignados (com desconto na folha de pagamento) em bancos e financeiras. De acordo com os sindicatos, os estados têm atrasado o repasse do valor descontado do salário dos servidores para os bancos. Com isso, além de não conceder novos consignados, essas instituições estão incluindo o nome dos trabalhadores no cadastro de maus pagadores, como SPC e Serasa.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não quis comentar a situação. Disse em nota que, cada banco está tratando de forma individualizada as propostas de regularização desses atrasos. Cabe aos estados repassar aos bancos os valores descontados dos servidores relativos às parcelas devidas.
Quando contatados o Santander e o Itaú Unibanco disseram que não comentariam o caso. O Bradesco disse que está operando normalmente. A Caixa informou que as operações de crédito consignado a servidores públicos, de modo geral, não estão suspensas. O Banco do Brasil afirmou que o único estado que teve a concessão de crédito consignado suspensa foi o Amapá. O Itaú, a Caixa e o Banco do Brasil disseram, ainda, que não estão incluindo o nome dos servidores com empréstimos em atraso nos cadastros negativos.
No Rio de Janeiro, o advogado da Fasp-RJ (Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado), Carlos Henrique Jund, confirmou a suspensão dos consignados. Segundo ele, os bancos estão cobrando dos servidores juros e multas devido ao atraso no pagamento do serviço.
Já em Tocantins, os bancos estão negativando os servidores com parcelas do consignado em atraso, segundo o presidente do Sisepe-TO (Sindicato dos Servidores Públicos do Estado), Cleiton Pinheiro. Ele alega que já fizeram mais de cem atendimentos presenciais no sindicato, de servidores pedindo para não deixar que seus nomes fiquem sujos.
Cerca de 13 mil servidores mantêm, atualmente, empréstimo consignado com alguma instituição financeira no Tocantins. A dívida do Estado com os bancos nessa modalidade passa de R$ 10 milhões, de acordo com Pinheiro.

