Cresce reserva de crédito no Brasil
Os quatro maiores bancos brasileiros - Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa - possuíam no final de 2015, 5,7% de provisão para a carteira de crédito no balanço que segue as normasdo Banco Central, quase 25% maior que a taxa média de 4,6% que essas mesmas instituições divulgam no demonstrativo que segue a norma atual do padrão contábil internacional IFRS, ainda no modelo de "perda incorrida".
Embora os tamanhos das carteiras de crédito não sejam exatamente iguais nos dois ordenamentos contábeis, a diferença de provisão em termos financeiros, que é a de quase R$ 25 bilhões no fim de 2015, dá uma amostra de como o sistema brasileiro acelera a constituição de reservas contra perdas com inadimplência.
Por conta disso, não espera que os bancos brasileiros sofram tanto quanto os europeus e mesmo os americanos, em decorrência da nova norma.
No Brasil, os bancos já são obrigados a construir provisões no momento da concessão de crédito, a depender do rating do cliente. Além disso, os maiores bancos do país já têm a prática de construir provisões adicionais ao requerido pela norma que trata do assunto, a resolução 2.682 do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Parte da provisão que hoje é feita aparentemente de forma voluntária pelos bancos no balanço local, será vista como requerida no padrão internacional. Mas o montante total reservado para perda com inadimplência no balanço em IFRS não deve ficar maior do que o existente hoje no demonstrativo que segue a norma do BC.
Uma novidade específica que será uma novidade para os bancos locais é ter que levar em consideração valores de créditos concedidos, mas não sacados, como limites de cheque especial e cartão de crédito.

