Ato no Congresso Nacional denuncia desmonte das estatais
Parlamentares e representantes dos movimentos sindical e social de todo o país se reuniram na manhã desta terça-feira (8/5), em Brasília, para uma grande manifestação em defesa das empresas e serviços públicos. O evento contou com um seminário, um ato político e o lançamento do livro “Se é público, é para todos”, e foi realizado no auditório Nereu Ramos, no Congresso nacional.

O objetivo principal foi denunciar os desmontes promovidos pelo presidente Michel Temer e seus aliados, atingindo toda a sociedade brasileira e retirando direitos dos trabalhadores das estatais.
Exemplo recente desse ataque é o anúncio de fechamento de agências e demissões nos Correios. Serão 513 agências próprias e cerca de 5.300 dispensas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e mantida em sigilo pela empresa. Os clientes deverão ser atendidos por franqueadas, numa clara preferência pelo investimento privado.
O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, denunciou a manobra do governo, com privatizações que contemplam interesses privados em detrimento dos direitos públicos.
"A privatização contempla a ânsia por lucros dos empresários das agências franqueadas. A receita de Temer tem sido entregar tudo que hoje gere lucro! Essa ação criminosa destrói postos de trabalho, acaba com direitos consagrados e avança a precarização do trabalho, com perdas salariais e da qualidade de vida de milhares de trabalhadores e trabalhadoras".
A coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, também destaca o desmonte do setor público promovido pelo atual governo. .“É assim que esse governo vem agindo nas empresas públicas, numa espécie de padrão: ao invés de realizar leilões, vai promovendo o desmonte da empresa com a retirada de direitos dos trabalhadores e demissões, precarizando o ambiente e as relações de trabalho e acabando com a qualidade do atendimento à população”, destaca
Ela, que também é representante dos empregados no Conselho Administração da Caixa, cita outras estatais em que a prática tem ocorrido, como nos bancos públicos (que anunciaram planos de demissão voluntária e corte direitos) e demais federais cujos planos de saúde sofrerão alterações para pior a partir de resoluções da CGPAR, a comissão interministerial de governança corporativa e administração de participações societárias da União.
Livro
É justamente para resistir a esse processo de desmonte e evitar as privatizações que o comitê lançou, há cerca de dois anos, a campanha “Se é público, é para todos”, com atividades em todo o Brasil.
O livro de mesmo nome faz parte dessas ações: vários estados brasileiros já sediaram o lançamento da publicação, que traz ensaios sobre o tema e aborda em específico os casos Caixa e Petrobras.
Para saber mais sobre o livro “Se é público, é para todos”, bem como demais atividades do comitê, acesse www.comiteempresaspublicas.com.br ou /www.facebook.com/comiteempresaspublicas/ ou entre em contato pelo e-mail O endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript para vê-lo.
Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas
