Bancários cobram do Itaú o fim das demissões

A Comissão de Organização do Empregados (COE) se reuniu com a direção do Itaú na manhã desta quinta-feira (16/3), em São Paulo, para cobrar explicações sobre a onda de demissões e fechamento de agências em todo o país.
No encontro, o Itaú apresentou os números nacionais das demissões e agências encerradas. Segundo o balanço, 239 agências foram fechadas em todo o país em 2022, sendo 7 na base da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase). O banco planeja fechar mais 106 unidades em 2023, sendo 6 nos dois estados.
O banco informou ainda que já admitiu 2.707 funcionários em 2023 e o saldo positivo seria de 1.042 vagas de trabalho. “Apesar dos números apresentados sobre novas contratações, a gente não consegue sentir esse impacto nas agências porque a grande maioria das admissões foi na área de TI e é por isso que as agências estão ficando com um grande déficit de funcionários. As consequências deste processo são o aumento do adoecimento, agências lotadas, equipes sobrecarregadas e clientes sem conseguir atendimento”, afirmou a diretora da Feebbase, Andréia Sabino, que integra a COE Itaú.
Sobre o processo de demissão “humanizada”, o Itaú reconheceu que houve falhas e prometeu rever o processo.
“Cobramos do banco o fim das demissões, fim do fechamento das agências e que esse modelo de demissão humanizada faça jus ao nome e que realmente humanize esse momento tão delicado para o trabalhador, que seja evitado essa situação e que o banco levante toda as possibilidades antes de tirar postos de trabalho”, ressaltou Andréia.
Reuniões regionais
Durante a reunião, os representantes das federações de bancários fizeram também uma exposição sobre as principais demandas em suas bases e solicitaram reuniões individualizadas para discussão das questões de forma regional. Essa seria uma forma de aumentar a resolutividade de problemas enfrentados no dia a dia das agências.
