Bancários cobram manutenção do vale-cultura

O ano de 2017 já começou com perdas para os bancários. Nesta segunda-feira, 2 de janeiro, os trabalhadores foram comunicados que alguns bancos simplesmente vão suspender o pagamento do Vale-Cultura, cartão que dá direito a R$ 50,00 mensais para aquisição de bens culturais como livros, para quem ganha até cinco salários mínimos.
O benefício tinha validade garantida até 31 de dezembro e após pressão da categoria, o Ministério da Cultura decidiu pela manutenção do programa. Segundo nota divulgada pelo Minc, já foi protocolada a alteração da lei que prorroga o programa até o ano-calendário de 2020, exercício de 2021.
Os trabalhadores cobram celeridade principalmente na publicação da alteração no Diário Oficial, já que alguns bancos suspenderam o pagamento até que o processo seja regularizado, em mais uma demonstração de desrespeito com a categoria. “A Fenaban e os bancos sabem que o vale-cultura será prorrogado e mesmo assim, não chamaram a categoria para qualquer tipo de negociação sobre a questão. Poderíamos discutir formas alternativas de manutenção do benefício até a publicação do decreto, mas preferiram mais uma vez retirar direitos dos empregados”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza.
O vale-cultura está previsto na cláusula 69 da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) e já vem sendo cobrado desde a campanha salarial de 2016. Atualmente, mais de 162 mil bancários têm direito ao vale.
