Bancários da Bahia e Sergipe continuam em greve no 23º dia
No 23o dia de greve, os bancários demonstram força, resistência e disposição para manter a paralisação com mais de 13.400 unidades fechadas em todo o país. A luta da categoria levou os bancos a voltarem à mesa de negociação.

Ontem, a Fenaban propôs um novo modelo de acordo, com validade de dois anos (2016 e 2017). Mas o Comando Nacional dos Bancários reafirmou que a proposta deverá contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso, igualdade de oportunidades e segurança. As negociações serão retomadas nesta quarta-feira, às 15h.
Enquanto isso, na base da Federação dos Bancários, 1155 agências permanecem fechadas, sendo 953 na Bahia e 202 em Sergipe. Na base do Sindicato da Bahia, 505; de Vitória da Conquista, 70; de Feira de Santana, 34; de Ilhéus, 31; de Irecê, 44; de Jacobina, 28; de Jequié, 30; de Itabuna, 39; de Camaçari, 21; de Barreiras, 60; de Juazeiro, 29; e Extremo Sul, 62.
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
