Bancários da Bahia e Sergipe debatem a campanha salarial
Neste sábado (11), durante a 17ª Conferência Interestadual em Salvador, no período da tarde, Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, falou sobre as expectativas da campanha salarial deste ano. Avaliou que o modelo da campanha salarial unificada atual é bom, pois foram alcançadas algumas conquistas como aumento real e PLR social. Mas para ele o problema é a execução, já que as mesas específicas precisam ser negociadas ao mesmo tempo à mesa da Fenaban, o que não vem ocorrendo.

Sobre as reivindicações, Emanoel afirmou que os bancários classistas defendem um índice de reajuste que contemple a inflação do período mais 10%, uma PLR de 25% do lucro distribuída de forma linear e a garantia de que os dirigentes sindicais tenham um processo de carreira nos bancos.
Para Souza, esta campanha salarial, por acontecer numa conjuntura política e econômica instável, necessitará de mais mobilização da categoria. "Temos que ser muito ofensivos. Uma campanha para fora, que dialogue com a sociedade, pois será uma campanha dura, mas vitoriosa", prevê.
Consulta dos bancários – O assessor econômico do SEEB-BA, Vinícius Lins, expôs os resultados da Consulta dos Bancários sobre a Campanha Salarial 2015 realizada na base da Bahia e Sergipe. Entre as prioridades da campanha salarial, em relação às remunerações, os bancários escolheram aumento real (38,04%), ampliação do piso (22,8%), cesta alimentação maior (35,8%) e PLR maior (52%). Sobre o reajuste salarial, 40,2% desejam um aumento entre 15,1% e 20% e 20,9% apontaram um reajuste acima de 20%.

Na questão do emprego, desejam fim das demissões e mais contratações (24,7%), fim das terceirizações (29,2%) e jornada de 6 horas para todos (20,3%). Questionada sobre saúde e condições de trabalho, a categoria elencou como mais importante o combate ao assédio moral (40,5%) e fim das metas abusivas (38,3%).
A consulta também indicou a disposição da categoria em lutar por seus direitos e conquistas nesta campanha salarial. Dos entrevistados, 78,8% afirmaram que participaria da greve, 67,9% das assembleias, 43,9% de paralisações parciais e 72,1% avaliaram a greve geral para combater a terceirização como muito importante.
Emprego – Em sua exposição, Vinícius Lins destacou a queda no número de emprego bancário nos últimos vinte e cinco anos. Em 1990, eram 732.000 empregados e em 2015 são 504.000, com tendência de queda desde 2013. Neste ano, de janeiro a maio, foram 2.925 bancários a menos trabalhando.
