Bancários do BB aprovam propostas em defesa dos bancos públicos
No final do 28º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), neste domingo (02), em São Paulo, foram aprovadas propostas debatidas nos grupos, que se reuniram no dia anterior, para debater sobre o desmonte do BB, a precarização do emprego com a digitalização, igualdade de oportunidades de carreira, terceirização, pejotização e os impactos dessas propostas no banco. Entre os 160 delegados e as 149 delegadas do Congresso, representando os trabalhadores na ativa e aposentados do BB, estavam presentes 21 da base da Bahia e Sergipe.
No evento, foram ratificadas a defesa dos bancos públicos e dos funcionários contra as consequências do desmonte do Banco do Brasil. Além disso, foram debatidas várias propostas sobre saúde do trabalhador, Cassi, Previ e a luta contra a terceirização.
Neste ano, em decorrência do acordo de dois anos realizado em 2016, que garantiu aumento real dos salários e vales de INPC + 1% e manutenção do acordo de PLR, as propostas são apenas sobre os temas tratados na mesa de negociação permanente e de organização e luta contra o processo de reestruturação (desmonte) do banco.
Grupos de debates - No sábado (01), após a abertura e o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, os funcionários do Banco do Brasil se dividiram em quatro grupos para debater as propostas vindas dos sindicatos e federações de todo o Brasil.

No Grupo 1, a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cátia Uehara, apresentou o balanço do BB, com dados sobre o lucro e o número de demissões. No Grupo 2, debateu-se a "Digitalização - o banco do futuro e a precarização do emprego. A contribuição no grupo foi do técnico do Dieese, da subseção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Gustavo Machado, que fez uma apresentação sobre banco digital.
No Grupo 3, foram discutidos emprego, carreira e igualdade de oportunidades. Antes do início dos debates, a economista da subseção do Dieese, Barbara Vallejos, fez uma apresentação sobre igualdade de oportunidade. Os números deixam claro que há cortes de postos de trabalho no BB e a necessidade de aumentar a política de inclusão de mulheres, negros e PCDs.
Já no Grupo 4 abordou os temas terceirização, pejotização e os impactos no Banco do Brasil. A reunião começou com uma exposição sobre a reforma Trabalhista, apresentada pela economista Regina Camargos, do Dieese. “A aprovação da Lei da Terceirização eleva os riscos de precarização e rotatividade, e traz como conseqüência a excessiva fragmentação dos processos produtivos”, explicou.
Com informações da Contraf
