Banco Central interrompe queda e mantém juros em 13,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano na quarta-feira (4/11). Com a decisão, o banco interrompeu o ciclo de queda que começou em março, quando a taxa passou a ser reduzida em 0,25 ponto percentual a cada reunião.
Para o movimento sindical, a decisão atende às pressões do mercado financeiro, e não à realidade da economia. A inflação está controlada há quatro anos e entre as mais baixas desde o Plano Real, dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional: 3%, com tolerância até 4,5%. Mesmo assim, o Brasil lidera o ranking mundial de juros reais, a diferença entre a Selic e a inflação, com 8,77%.
Os juros altos encarecem o crédito para famílias e pequenas empresas, alimentam o endividamento da população e freiam a geração de empregos. Também pesam nas contas públicas: 51,6% da dívida pública federal está atrelada à Selic, segundo a Agência Brasil. De acordo com a Contraf-CUT, o pagamento de juros consome cerca de metade do orçamento federal, dinheiro que poderia ir para saúde, educação e investimentos.
