Bancos privados cortam 8,6 mil postos de trabalho

Lucrar mais de R$ 26 bilhões de janeiro a março de 2021 não foi empecilho para o Itaú, Bradesco e Santander terem fechado 8.625 vagas de trabalho no período. No pior momento da pandemia, os três bancos demitiram pais e mães de família e engordaram a fila de pessoas desempregados, que já possui mais de 14 milhões de brasileiros.
Em três meses, o Bradesco eliminou 8.547 postos, fechou 1.088 agências e abriu 700 unidades de negócios. O banco possuía 89.575 empregados no fim do ano passado, 8% a menos do que em 2019, segundo o Dieese. O Santander fechou o trimestre com 44.806 funcionários, 2.386 a menos, e ainda encerrou as atividades de 140 unidades e de 91 postos de atendimento.
O Itaú foi o único que teve números positivos, mas não pela contratação de bancários. O banco tinha 84.415 funcionários na holding, 2.308 a mais em 12 meses por conta da incorporação de pessoal da Zup, empresa de tecnologia, a partir do segundo trimestre de 2020.
A falta de responsabilidade social dos bancos privados é tamanha que colocaram para fora mais de 12 mil bancários, no ano passado, descumprindo compromisso firmado com os sindicatos de não demitir.
O movimento sindical promoveu grande campanha nacional com atos presenciais e virtuais em defesa do emprego, contrária às demissões injustificáveis e para cobrar responsabilidade social do setor que mais lucra da economia.
Públicos
Com um plano de desmonte do governo Bolsonaro a todo vapor, os bancos públicos são ameaçados e a importância das estatais abalada para confundir a população. A Caixa, por exemplo, fechou 2.943 postos de trabalho em 12 meses, encerrando o primeiro trimestre de 2021 com 81.876 empregados. Hoje o déficit é de, aproximadamente, 20 mil de trabalhadores. No caso do BB, foram fechadas 279 agências e 4.881 postos de trabalho cortados.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.
