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BNB: Seeb Feira cobra respeito aos funcionários

O Sindicato dos Bancários de Feira, através da sua presidenta, Sandra Freitas, participou no dia 28/08, de reunião na direção do Banco do Nordeste, em Fortaleza, e cobrou do banco mais transparência e respeito aos funcionários na implantação da sua reestruturação.

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A reunião foi fruto da paralisação feita no dia 11 de agosto, nas três agências do BNB na Bahia, que estão entre as 15 “escolhidas” para a iniciação do processo de reestruturação (Feira, Juazeiro e Vitória da Conquista) pois o banco, de maneira impositiva, cobrou que as agências informassem, dentro do prazo de 24 horas, quais seriam os funcionários que, devido o processo, teriam que ser transferidos. Ao tomar conhecimento da medida, os sindicatos, coordenados pela Federação da Bahia e Sergipe, se organizaram e promoveram a paralisação das atividades nesse dia e conseguiram agendar a reunião para tratar da questão, barrando as deliberações até então.

No caso de Feira de Santana, o BNB fechou a agência da Maria Quitéria e concentrou toda a demanda na agência Conselheiro Franco e agora, a despeito de ser uma agência superavitária cuja demanda é altíssima e que tem uma grande capacidade de captação de novos negócios e com um número já reduzido de trabalhadores para dar conta dessa demanda, o banco pretende reduzir o quadro de funcionários, extinguindo funções e obrigando os companheiros a pedirem transferência para cidades distantes para não perderem as suas comissões que representam mais de 50% da sua remuneração.

Além do Sindicato dos Bancários de Feira, a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e a AFBNB, Associação dos Funcionários do BNB se fizeram presentes ao encontro.

Inicialmente ocorreu a apresentação do processo pelo Banco. A fundamentação é que um dos objetivos é parametrizar as agências adequando o tamanho da unidade, estrutura, logística e pessoal à realidade em termos de volume e prospecção de negócios. Os representantes do Banco registraram que o modelo foi pensado em 2014, sendo implantado agora como piloto a partir de 15 praças onde ocorreu a desmobilização de agências, haja vista a premência da adequação de pessoal, carteiras e instalações.

Os representantes das entidades enfatizaram que a lacuna entre a concepção e a implantação constitui um agravante, uma vez que se teve muito tempo para discutir amplamente a proposta com transparência, sobretudo nos locais, mas que não foi realizado.

Os dirigentes citaram ainda questões preocupantes já postas que apontam para prejuízos e danos aos funcionários, como perda de comissão e remoção, e solicitaram que o assunto fosse rediscutido e a medida revista, com participação e debate amplo.

O Banco negou que haja direcionamento central e pressão nas unidades quanto ao processo para implantação do modelo, diferentemente de como circulou a informação na Bahia. Informou ainda que o assunto será pautado no fórum de gestão que ocorrerá na próxima segunda-feira em Salvador (BA), e que contará com a participação de representantes da direção geral.

“É notório que esse tipo de medida não está sendo feita só no BNB. Todos os bancos públicos estão passando por esse processo que têm trazido muitos prejuízos e medo aos trabalhadores que percebem a intenção de desmonte das empresas e o desvio da essência das mesmas. É um absurdo!!” . Afirma Sandra Freitas, Presidenta do Sindicato de Feira.

Fonte: SEEB/Feira

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