Caixa anuncia reestruturação e desagrada funcionários
Os empregados da Caixa foram surpreendidos nesta quinta-feira (10/03), com o início de um plano de reestruturação das atividades da empresa. O anúncio foi feito pela presidenta do banco, Miriam Belchior, durante reunião com representantes dos trabalhadores, em Brasília (DF). Os dirigentes das entidades, entre elas a Fenae criticaram o posicionamento da empresa que, mais uma vez, adota medidas de forma unilateral sem ouvir os empregados.

Segundo a representação dos funcionários, o anuncio foi feito em um encontro muito rápido, no qual foram apresentados os eixos estruturantes e os objetivos da empresa, sem fazer detalhamentos. Não houve nem debate e muito menos negociação.
Belchior informou que a reestruturação vai começar pela matriz, onde 570 empregados serão liberados para filiais, centralizadoras e redes (10,6% dos atuais 5395 empregados), serão extintas 437 funções gratificadas e 32 unidades da estrutura. O objetivo seria a economia de R$ 40 milhões por ano para a Caixa.
O modelo de reestruturação começou a ser elaborado no final de novembro de 2015. Pelo pouco que se sabe até o momento, as mudanças vão começar pela matriz e filiais e, posteriormente, se estenderão para as agências. O prazo de conclusão é 15 de abril. As mudanças, segundo Miriam Belchior, visam adequar o banco ao atual cenário econômico e torná-lo mais eficiente e competitivo.
Os bancários cobram transparência e diálogo sobre as medidas, o que não vem acontecendo atualmente.
Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que é empregado da Caixa, isto é um absurdo. “Este é o começo de um processo que pode resultar na diminuição da empresa e desviá-la de seus objetivos sociais. Temos que estar atentos e mobilizados para enfrentar qualquer medida que precarize ou piore o trabalho dos empregados e o atendimento prestado à população”.
