Caixa não será transformada em S/A e continua pública

A luta dos bancários em defesa da Caixa valeu a pena. Na reunião do Conselho de Administração que ocorreu nesta quinta-feira (7/12), o item que propunha a transformação do banco em S/A foi excluído do texto a ser votado. Agora o texto final do Estatuto precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores.
A decisão representa uma grande vitória para a sociedade brasileira e os empregados do banco nesse momento. É a segunda vez em pouco mais de um ano, que os empregados da Caixa e suas entidades representativas conseguem afastar o perigo de que o banco se transforme em uma sociedade anônima.
Para a representante dos empregados no CA, Rita Serrano, a retirada da proposta foi uma grande conquista, e ela só vem comprovar como é necessário acreditar na luta e ampliar a união em defesa da Caixa pública e seus trabalhadores.
A mobilização para evitar que a Caixa se tornasse S/A vem desde o Projeto de Lei do Senado (PLS) 555. À época, uma grande mobilização nacional envolveu empregados de empresas públicas e representantes dos movimentos associativo, sindical e social. O Estatuto das Estatais, ou Lei de Responsabilidade das Estatais, acabou sendo aprovado pelo Congresso Nacional e ainda tem pontos questionados na Justiça, mas a ameaça de transformação em sociedade anônima foi afastada.
No entanto, o tema voltou à pauta recentemente, com a justificativa, pela equipe econômica do governo, de que a alteração melhoraria a governança na Caixa. Essa alteração, porém, desrespeitava a própria lei das estatais, e foi questionada pela representante dos empregados em documentos enviados à direção do banco. Paralelamente, audiências públicas em casas legislativas e discussões nos locais de trabalho e sindicatos já vinham alertando para os riscos de uma Caixa transformada em sociedade anônima, abrindo seu capital ou, ainda, sendo privatizada.
