Plenária dos sindicatos do interior da Bahia orienta rejeição da proposta da Caixa

Em plenária virtual com os empregados da Caixa, realizada na manhã desta segunda-feira (21/9), a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase) orientou que os trabalhadores da sua base sindical rejeitem a nova proposta apresentada pela direção do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A decisão segue ainda a mesma linha adotada pela CTB Bancários, que também entende que, embora apresente avanços, a proposta ainda não contempla as demandas dos bancários da Caixa e representa prejuízos para alguns trabalhadores.
Diante do cenário, a Feebbase e a CTB reafirmaram a orientação para rejeição da proposta nas assembleias desta segunda-feira. A Federação e sindicatos informaram ainda que poderão fazer uma nova plenária após a avaliação dos resultados das assembleias nas outras bases em todo o Brasil.
A presidente da Feebbase, Andréia Sabino, parabenizou os empregados e empregadas da Caixa pelo sucesso da greve que é histórica e contou com a adesão de trabalhadores de todas as funções no banco. Ela reforçou também a importância de que esta participação se mantenha com a votação nas assembleias, que seguem até às 18h, para definir os rumos do movimento.
Avanços e perdas
O representante da Feebbase na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Érico de Jesus, destacou os avanços na proposta. Entre as mudanças conquistadas está a ampliação do teto de participação do banco no custeio do Saúde Caixa, dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento. Também foram mantidos o pacto intergeracional, o modelo solidário e a presença do Saúde Caixa no ACT. A proposta prevê ainda que não haverá reajuste das mensalidades em 2026.
Érico chamou atenção também para as alterações obtidas em outras áreas, como Super Caixa, promoção por mérito, carreira, pessoas com deficiência, direito à desconexão, licenças, férias, saúde do trabalhador e atendimento Figital e Genesys.
Apesar dos avanços produzidos pela mobilização, Érico de Jesus ressaltou que questões relevantes continuam sem solução. Uma das principais é a situação dos empregados admitidos a partir de 2018, que seguem sem o mesmo acesso ao Saúde Caixa garantido aos trabalhadores contratados anteriormente.
A Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão sobre o tema, além de questões relacionadas à gestão e à governança do plano, mas não apresentou, nesta negociação, uma solução definitiva para o segmento.
Outro ponto destacado durante a plenária foi o impacto financeiro da nova configuração do Saúde Caixa sobre a renda dos empregados. Na avaliação apresentada por Érico, mesmo considerando o reajuste conquistado na negociação geral com a Fenaban, há situações em que a combinação das novas despesas pode resultar em redução do salário líquido após a implementação do acordo.
Diante da situação, a recomendação da CTB Bancários e Feebbase é pela rejeição da proposta, manutenção da greve e retoamda da negociação com a Caixa para conquistar mais avanços.
