CEE cobra da Caixa transparência e respeito aos empregados

Em reunião com a direção da Caixa nesta quinta-feira (3/12), a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE) cobrou respostas sobre o processo de reestruturação que vem acontecendo no banco, além de discutir, teletrabalho, banco de horas, metas e contratações.
A Caixa negou a reestruturação, afirmando que as mudanças ocorridas tem o objetivo de reduzir custos e reorganizar internamente a empresa. A reposta não convenceu a CEE, que considera que o processo está ocorrendo, inclusive de forma desorganizada. “A categoria está muito sofrida. Deem transparência. Deem suporte aos colegas. As pessoas não aguentam mais. Seja em área meio, seja em agência”, cobrou o secretário Geral da Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe e membro da CEE, Emanoel Souza.
A discussão sobre teletrabalho não avançou, pois a proposta da Caixa não prevê ressarcimento pelo uso da internet e energia, nem o controle de jornada, questão fundamental para garantir a saúde dos empregados.
Sobre bancos de horas, a proposta do banco possibilita que os empregados possam trabalhar duas horas a mais por dia em determinada semana para realizar a compensação de um dia completo, para assuntos de seu interesse, podendo prorrogar as licenças permitidas, após negociação com o gestor.
A CEE apontou que o momento atual, com pagamento do auxílio emergencial e abertura das agências aos sábados, com enorme sobrecarga de trabalho, dificulta a discussão do tema, mas que fará análise e construirá alternativas junto com as entidades e empregados.
Os representantes dos bancários reforçaram também a cobrança por novas contratações para reposição dos empregados que aderiram ao PDV. A Caixa informou não haver autorização da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) para fazer mais contratações.
Outros pontos
A CEE questionou o recolhimento das funções de empregados que aderiram ao PDV. A Caixa respondeu que tal movimento já teria ocorrido em PDVs anteriores, e que as funções consideradas estratégicas não seriam recolhidas. Caixas, Tesoureiros, Assistentes e outras, não foram consideradas estratégicas pela empresa.
Houve cobrança ainda sobre a readequação das metas e o fim da abertura de agências aos sábados, pois os empregados já estão estafados. Houve um compromisso em mesa de negociação por parte da Caixa de que iria negociar junto ao governo um calendário que não necessite do trabalho aos sábados.
Após cobrança, a empresa anunciou que o projeto de trabalho remoto será prorrogado até 30 de janeiro; que está estudando a prorrogação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), que vence em 31 de dezembro e prometeu também agendar reuniões dos GTs Promoção por Mérito e Saúde Caixa.
