Comando cobra da Fenaban garantia de emprego e proteção contra a Covid-19

Terminou sem grandes avanços a reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) realizada na tarde desta quinta-feira (11/3), por videoconferência. Os representantes da categoria cobraram a adoção de medidas concretas para proteger os trabalhadores do coronavírus e também insistiram no compromisso de que não haverá demissões até o fim da pandemia.
Os bancos não deram garantia de emprego, mas agendaram uma nova reunião para a próxima terça-feira (16), às 13, para debater a questão.
Sobre os protocolos contra o covid-19, o Comando cobrou a redução do horário de atendimento nas agências, que passaria a ser das 10h às 14h, além do fornecimento de equipamentos pessoais de proteção e o envio de mais trabalhadores para o home office, como formas de diminuir os riscos de contágio nos locais de trabalho. Outra cobrança, é de que em caso de um funcionário ser infectado, todos os outros trabalhadores da agência sejam afastados preventivamente.
A Fenaban garantiu que segue rigorosamente os protocolos.
Os dirigentes sindicais reafirmaram também que não aceitarão a volta do pessoal ao trabalho presencial até o fim da pandemia, nem a extensão da jornada nos PABs, como vem acontecendo em alguns bancos. Condenaram também o excesso de metas e a pressão pelo cumprimento delas em algumas empresas.
Após a reunião com a Fenaban, o Comando decidiu ainda que enviará uma carta ao Ministério da Saúde, solicitando que os bancários sejam incluídos entre os trabalhadores dos serviços essenciais que terão prioridade no calendário de vacinação.
Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, a reunião de hoje não foi boa, pois a Fenaban não apresentou respostas para as reivindicações apresentadas pelo Comando na semana passada. “Os bancários querem ações concretas para garantir o emprego e a saúde neste momento de piora da pandemia. Os trabalhadores querem segurança de que não serão expostos a riscos desnecessários de contaminação pela Covid-19 e também não serão demitidos. A Fenaban não respondeu a estas questões”, ressaltou.
Neto lembrou também que nesta quinta-feira completa um ano que o Comando solicitou a primeira reunião com a Fenaban para discutir a pandemia. Neste tempo, os representantes dos bancários buscaram de todas as formas garantir condições adequadas para resguardar a saúde da categoria.
