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Conferência debate conjuntura política e econômica

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A conjuntura política e econômica do Brasil foi o tema da primeira mesa de debate da 25ª Conferência da Bahia e Sergipe, que acontece neste sábado, em Aracaju. A mesa teve como expositor o diretor nacional da CTB Nivaldo Santana e como debatedor, Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato da Bahia.

Nivaldo Santana iniciou sua apresentação relembrando o golpe contra a presidente Dilma Rousseff em 2016 e a ascensão ao poder de Michel Temer, que promoveu a mutilação da CLT, com a aprovação da reforma trabalhista que provocou o enfraquecimento dos sindicatos e da Justiça do Trabalho, além de aprovar a terceirização irrestrita e limitar o investimento do governo através do teto de gastos.

Governo da destruição

Para Nivaldo, a situação piorou ainda mais no governo Bolsonaro, que acabou com a Ministério do Trabalho, tentou diversas vezes aprovar a carteira verde amarela, que flexibilizava diversos direitos, e quebrar a unicidade sindical. Além disso, ele aprovou a reforma da Previdência, que retarda a aposentadoria e reduz o valor do benefício, medidas extremamente danosas para os trabalhadores. “O governo Bolsonaro deixou o país em frangalhos com o aumento da miséria e da violência. Foi uma verdadeira tragédia econômica, política e social para o Brasil”, ressaltou.

“A tarefa do movimento sindical é lutar para que o governo Lula dê certo, pois se der errado teremos outra tragédia no país a partir de 2027. Temos que lutar pelos nossos direitos, criticar o governo quando estiver errado, mas sem cair nas armadilhas para favorecer aqueles que querem desestruturar o governo”, alertou Nivaldo Santana.

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Sabotagem econômica

O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, complementou a exposição de Nivaldo Santana, destacando a crise do capitalismo internacional e os impactos na economia do Brasil.

Para Augusto, a manutenção pelo Banco Central da taxa de juros em 13,75% é uma sabotagem contra o país e a autonomia do Banco Central foi uma forma de garantir o interesse do mercado financeiro e dos rentistas, em detrimento ao interesse dos trabalhadores e da maioria da população. “Com os juros pago na dívida pública, o Brasil promove uma enorme transferência de renda para o grande capital”, acrescentou.

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