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Conversar é a melhor forma de evitar o suicídio, afirma porta voz do CVV Bahia

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O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com o objetivo de informar as pessoas sobre o suicídio, prática que normalmente é associada a depressão e tem crescido em todo o mundo. A porta voz do CVV na Bahia Josiane Rocha falou com repórter Rafael Santos, da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, sobre a importância de tornar o suicídio um tema conhecido, as atividades do Setembro Amarelo e a necessidade de estarmos atentos às pessoas com que convivemos. Confira a entrevista.

Feebbase - Quais os principais motivos do contato das pessoas com o CVV?

Josiane Rocha - Na verdade, a gente sabe que a solidão leva as pessoas a procurar o CVV, porque a ideia do CVV é estar disponível 24 horas, para conversar com as pessoas que não têm ninguém do seu lado, que estão se sentindo sozinhas, estão passando por um momento difícil e precisam compartilhar isso. Os problemas são os mais variados e diversos. A gente acredita que a solidão, o não ter com quem compartilhar, é o que faz as pessoas ligarem para o CVV.

Feebbase - O que precisa ser desmistificado quanto ao suicídio?

Josiane Rocha - Um dos maiores entraves é o tabu que se faz sobre o suicídio. O Setembro Amarelo nasce exatamente para que a gente possa desmistificar a ideia de que não se deve falar em suicídio. Pelo contrário, é falando que se faz a prevenção. A OMS diz que a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo. No Brasil, os dados do Ministério da Saúde mostram que a cada 45 minutos uma pessoa se mata e ainda que de cada 10 pessoas que se mataram, 9 poderiam ter o suicídio evitado. Como evita? Fazendo a prevenção. Como faz a prevenção? Conversando sobre o assunto. O que a gente precisa fazer é conscientizar a população de que o suicídio pode ser prevenido, desde que a gente trate este assunto com seriedade, responsabilidade, respeitando o momento de quem está passando por uma situação difícil e acha que morrer é a solução.

Feebbase - Quais ações que aconteceram durante o Setembro Amarelo?

Josiane Rocha - Muitas ações foram realizadas desde o da 1º. Mesas redondas, palestras, rodas de conversa, chamadas para o tema durante jogos de futebol, palestras em empresas e faculdades que chamam o CVV. Cada vez mais instituições e movimentos aderem ao Setembro Amarelo.
O encerramento do Setembro Amarelo em Salvador será com a 1º Corrida Pela Valorização da Vida, na avenida Magalhães Neto neste domingo (30) às 7h.

É preciso entender que é necessário continuar a conscientização e a busca de se fazer compreender que o suicídio precisa ser prevenido, que pode ser prevenido e ainda que qualquer pessoa pode fazer essa prevenção.

Feebbase - Qual a mensagem para a classe trabalhadora?

Josiane Rocha - Precisamos estar em observação constante aos comportamentos que a gente tem no cotidiano. Sofremos muita pressão de todo lado para cumprir metas, resolver questões e administrar conflitos que muitas vezes vamos nos fechando num mundo só nosso e ficamos cada vez mais individualizados, sozinhos e isso adoece. Então se faz necessário que a gente observe, veja com olhar sensível, tenha uma escuta sensível e ativa de que é preciso falar, dizer o que está sentindo. Ter atenção com as pessoas que estão ao nosso redor para disponibilizar essa atenção e cuidado.

Feebbase - Como você avalia os resultados da campanha Setembro Amarelo?

Josiane Rocha - A campanha começou em 2014 e forma tímida e vem crescendo. A população tem aderido ao movimento, mas a gente entende que precisa de mais adesão. É preciso iluminar monumentos, por exemplo, chamar atenção para que a população se conscientize e saiba da importância do Setembro Amarelo, principalmente da prevenção ao suicídio.

Por Rafael Santos

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