Em resposta ao desrespeito dos bancos, greve na Bahia e Sergipe cresce no 29º dia
Os bancários da Bahia e Sergipe demonstram força e determinação contra o silêncio e o desrespeito dos bancos ampliando o número de agências fechadas. Nesta terça-feira (04), 29o dia de greve, foram alcançadas 1.178 unidades sem funcionar. Ontem, foram 1.155. Em Salvador, às 16h, a categoria realizará um grande ato de protesto no Banco do Brasil do Comércio.
Na base do Sindicato da Bahia, 528 agências estão paradas; de Vitória da Conquista, 70; de Feira de Santana, 34; de Ilhéus, 31; de Irecê, 44; de Jacobina, 28; de Jequié, 30; de Itabuna, 39; de Camaçari, 21; de Barreiras, 60; de Juazeiro, 29; e Extremo Sul, 62.
Os trabalhadores não aceitam a proposta rebaixada da Fenaban, que representa uma perda de 2,39% na renda, além de não trazer qualquer avanço na manutenção dos empregos, reivindicações de saúde e condições de trabalho.
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
