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Família e amigos cobram justiça para Colombiano e Catarina

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Familiares e amigos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo realizaram um ato em frente ao Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, nesta quarta-feira (29/6), para cobrar que a Justiça julgue os responsáveis pelo assassinato do casal, no dia 29 de junho de 2010. Já são 12 anos de impunidade e de muita tristeza para todos que conheciam os dois.

Nesses 12 anos, a família das vítimas vem denunciado a morosidade da Justiça com o andamento do processo. A autoria dos crimes, descoberta pela polícia em 2012, é atribuída ao empresário e oficial aposentado da Polícia Militar Claudomiro César Ferreira Santana, e ao seu irmão, o médico Cássio Antônio, apontados como mandantes. Os executores foram Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Lopes, que eram funcionários dos dois.

Cassio e Claudomiro eram proprietários da MasterMed, empresa do ramo de plano de saúde que tinha um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Paulo Colombiano era tesoureiro. Segundo a investigação, as mortes foram planejadas depois que Colombiano descobriu uma fraude milionária na prestação de serviços ao Sindicato e atuava para que providências fossem tomadas.

No dia 29 de junho de 2010, Colombiano e sua esposa Catarina foram assassinados a tiros dentro do carro, quando chegavam em casa no bairro de Brotas, em Salvador. O crime chocou a sociedade e ainda causa muita dor para familiares e amigos do casal, principalmente, pela impunidade de seus assassinos que continuam soltos.

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Processo

O caso já tinha chegado à segunda instância do Judiciário, mas sofreu um revés em 2017, quando desembargadores da 2ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) devolveram a sentença proferida em primeiro grau, que levava a júri popular os acusados. A alegação foi de que o primeiro juiz usou de ‘excessos de linguagem’ ao proferir a sentença.

Com a decisão, o processo deverá ter uma nova sentença de primeira instância, para a ‘adequação da linguagem’, mas só depois que forem apreciados todos recursos que a defesa apresentou aos tribunais de Brasília, com o objetivo de absolver os acusados. Um desses recursos foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2020, mas os réus recorreram de novo.

A última movimentação no caso aconteceu em outubro do ano passado, quando o Ministério Público protocolou um requerimento para que fosse tomada uma decisão sobre o caso. Há quase um ano, o processo segue paralisado.

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