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Feebbase lamenta o falecimento de Haroldo Lima

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Foi com imenso pesar que a direção da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe recebeu a notícia do falecimento do ex-deputado e dirigente do PCdoB Haroldo Lima, 81 anos, que ocorreu na madrugada desta quarta-feira (24/3), em Salvador. Ele foi mais uma vítima do covid-19.

Nascido na cidade de Caetité, no território Sertão Produtivo da Bahia, Haroldo era descendente de nomes importantes da política local, como o governador Joaquim Manoel Rodrigues Lima, de quem era bisneto. Iniciou a luta no movimento estudantil, quando cursava Engenharia Elétrica na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Participou ativamente das mobilizações contra a ditadura civil-militar (1964-1985), tendo integrado o grupo que fundou o movimento revolucionário Ação Popular (AP). Por conta da atuação política, foi perseguido, preso e torturado, viveu na clandestinidade e viu ser detida também a esposa, Solange Silvany, a primeira presa política da Bahia. Neste período, ingressa no Partido Comunista e contribui com a organização da Guerrilha do Araguaia.

Haroldo foi um sobrevivente do episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976, que matou três dirigentes do Partido. Com a abertura política, no final da década de 1970, voltou à Bahia, mas foi novamente preso, no início da década de 1980, acusado de promover um “quebra-quebra” em Salvador, pela participação em movimentos memoráveis contra a carestia e por melhores condições de vida na capital baiana.

Em razão de o PCdoB estar na ilegalidade no período, integrou a legenda do MDB na Bahia, onde se elegeu deputado federal pela primeira vez. Foi eleito outras quatro vezes, já pelo Partido Comunista, para a Câmara Federal, tendo sido, inclusive, deputado constituinte, dando importantes contribuições para o debate e a promulgação da Constituição Cidadã, de 1988. No governo Lula, esteve à frente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de descoberta do pré-sal. Atualmente, Haroldo Lima integrava o Comitê Central do PCdoB e o Comitê Estadual da Bahia.

“É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte de Haroldo. Ele inspirou gerações, participou de todas as lutas em defesa do Brasil e da democracia. Quando eu era presidente do PCdoB em Manoel Vitorino tivemos o prazer de recebê-lo duas vezes e realizamos dois grandes comícios. Haroldo estará sempre presente nos nossos corações”, lamentou o presidente da Feebbase, Hermelino Neto.

Haroldo era uma figura carismática que conquistava facilmente quem chegava perto. Era um palestrante disputado e participou de diversos eventos da categoria bancária, a exemplo da 18ª Conferência Interestadual Bahia e Sergipe, em 2016, quando deu uma aula sobre a defesa da democracia. Ele fará muita falta ao Brasil!

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